Num baloiço ao luar
- Há quanto tempo aqui está?
- Pergunte ao vento quantas vezes me embalou. O tempo depende sempre da velocidade daquilo que nos move...
Quem Sou
"A vida tem-me travado quando ambiciono demais, e tem-me surpreendido quando me rendo ao que tenho. Por isso sonho, claro, e sonho bem alto. Mas aproveito todos os dias em que lanço as minhas minhocas ao mar e espero pelo peixe gordo. E sobretudo divirto-me com as botas que me aparecem nos anzóis. Às vezes desesperam-me as esperas e os entraves, mas a vida, para quem anda sempre a correr como eu, é um exercício de paciência. Não sei se algum dia conseguirei ser aquela pessoa que às vezes sonho que serei. Mas se continuar a ser quem sou, ou mesmo se tiver que me reinventar qualquer dia, já valeu bem a pena ter passado por cá."
(in Revista Mais Alentejo)
A liberdade
A liberdade começa por ser tudo o que não temos.
Depois, é tudo aquilo que conquistámos.
Até se tornar, novamente, em tudo aquilo que perdemos.
Lutar ou Aceitar
Às vezes pergunto-me se lutar é uma obrigação dos corajosos ou uma necessidade de sobrevivência dos mais fracos.
Às vezes penso que a sociedade moderna sobrevaloriza a luta. Todos somos induzidos a lutar, por tudo, a qualquer custo. Porquê e para quê ninguém sabe. É uma luta pela luta, para satisfazer essa vontade induzida de conquistar não interessa o quê.
Às vezes penso que a grande lição que a vida nos dá não é a de que é preciso lutar contra aquilo que a vida nos rouba, mas antes a de aceitar tudo aquilo que a vida nos dá.
Mas o que pode fazer um único alguém que não quer lutar?
Pode esse alguém ser um rastilho para a aceitação... sem se queimar?
Porque sim
Cansada, doem-me mais as cabeçadas que dou. A cabeça é a mesma, a parede (bem escondida, lá em casa) também, mas há um Porquê que custa mais a ser respondido. Amanhã terei forças para recomeçar, refazer, melhorar, e o Porquê será novamente Porque Sim. Mas hoje... hoje só preciso de dormir!
A felicidade
Olho os meus filhos pequenos e admiro a forma como eles crescem, alcançam e conquistam todos os dias sem darem por isso, desfrutando de um esforço que lhes foi natural, porque é da sua natureza aprenderem a comunicar, a moverem-se e a serem autónomos nas suas acções.
Acredito, por isso, que a única forma de continuarmos a crescer sem um esforço desmesurado e um sacrifício inglório, desfrutando, alcançando e conquistando sem dar por isso, é a fazer aquilo que, a cada um de nós, é natural. Uns dirão que foi aquilo para o qual nascemos. Outros chamar-lhe-ão vocação. Eu não tenho nomes para lhe atribuir, mas sei que é aquilo que nos pode fazer felizes...
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