Apresentação em Évora
Agora naquela que é a minha cidade mais do que as outras a que também chamo minhas.
Agora com mais família e mais amigos que conheceram os meus cadernos cheios de vidas por viver e os meus silêncios cheios de sonhos.
Agora sim. Agora para falar. Agora com vontade de voltar.
Lá vos espero no dia 30!
Sobre a Confiança
Choca-me ver que o que antes era honra e palavra, hoje é desconfiança permanente. Parte-se sempre do princípio de que o outro, mais cedo ou mais tarde, nos vai tentar enganar e, pior do que isso, vai sair impune. Não se acredita no compromisso nem na justiça. E, em clima de desconfiança, é muito difícil construir algo sólido, porque os alicerces estão podres.
Mas como recuperar essa confiança, se a maioria dos pais ensina os seus filhos a desconfiarem sempre, a fim de se “safarem” neste mundo? Estamos a criar uma geração de desconfiados, por um lado, e “chico-espertos” por outro, com tendência a agravar-se. Como travá-lo, também ainda não sei. Mas prometo escrever sobre isso, que é a única forma que tenho de encontrar respostas.
Mais Mulher
Na SIC Mulher, com Ana Rita Clara:
http://sicmulher.sapo.pt/sandbox/2012/04/11/mais-mulher
Sou Vento
Não gosto de respostas. Não sei ter certezas. E às vezes culpo-me de ser sempre uma pergunta atrás de outra, porque isso perturba quem me vê percorrer ideias e perspectivas sem me prender. Não sou árvore. Não dou segurança. Mas sereno quando penso que é preciso que alguém seja vento, para que a Terra se renove.
Sociedade Civil
Reiventemo-nos, Humanos
Alian Botton aflora a necessidade de estruturas que preencham o buraco vazio que o afastamento da Igreja criou em muitos de nós. A vida privada não nos chega, defende. A arte não cumpre igualmente essa missão, conclui. A vida política tem outras preocupações que não a moral. O ensino tem demasiado para ensinar. E falta quem diga, preto no branco, o que é bom e é mau, quem pregue, quem confesse, quem perdoe.
Assisto ao surgimento de novos "padres" sem religião, homens e mulheres que, na ausência da Igreja (ou, pelo menos, quando ela não dá resposta), pregam uma felicidade possível. Alguns criam estruturas. Tentam assegurar as necessidades daqueles que os procuram (ou talvez também das próprias). E não consigo deixar de pensar como, por mais que tenhamos evoluído, nos falta sempre a organização do formigueiro, a liderança de uma colmeia, a decisão dos soberanos de uma alcateia. Dizemo-nos superiores, mas somos menos organizados. Temos líderes que não sabem liderar. Contestamos os soberanos. E advogamos uma autonomia e uma independência que, na realidade, não faz parte da nossa natureza. Não somos nada uns sem os outros. E não conseguimos viver uns com os outros. Irónico. E sobretudo devastador. Botton apela à criação de novas estruturas. Mas eu só já acredito na criação de novos humanos.
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