Estefânia no JL
"O que mais me importou foi entender quem era aquela mulher, o que pensou quando chegou a Portugal, quando olhou nos olhos o homem com quem ia casar e que nunca tinha visto, quando percebeu que ia morrer, com tanto que ainda queria fazer. Pensei ser essa rainha durante uns meses e escrever a história na pele da Estefânia que há em mim. E foi uma experiência muito sentida. Escrevia e chorava muitas vezes. Foi uma importante reflexão sobre o sentido que damos à nossa vida..."
Palavras não são só palavras
Escrever é sempre um acto solitário de reflexão, com benefícios intrínsecos para o próprio, na sua organização do mundo. Na sua capacidade de ser alguém para além de todos os seus fantasmas. Mas a desejar um sentido para a escrita, é preciso adicionar-lhe a partilha, a ousadia de permitir aos outros, através das nossas palavras, outras tantas reflexões, renovadas organizações do mundo, proliferações de fantasmas mortos em série pela simples consciência de que afinal também nos habitam. Desengane-se por isso quem pense que as palavras são só palavras. Reduto da distracção ou do mero entretenimento. Se há coisa em que acredito, dentro do meu cepticismo que é também ele um fantasma irrecusável, é que elas podem mudar o mundo. E, quem escreve, tem obrigação de as usar em seu proveito, mas sobretudo ao serviço daqueles que poderão vir a lê-lo. De todos aqueles que virão a mudar com elas.
Apresentação em Évora
Agora naquela que é a minha cidade mais do que as outras a que também chamo minhas.
Agora com mais família e mais amigos que conheceram os meus cadernos cheios de vidas por viver e os meus silêncios cheios de sonhos.
Agora sim. Agora para falar. Agora com vontade de voltar.
Lá vos espero no dia 30!
Sobre a Confiança
Choca-me ver que o que antes era honra e palavra, hoje é desconfiança permanente. Parte-se sempre do princípio de que o outro, mais cedo ou mais tarde, nos vai tentar enganar e, pior do que isso, vai sair impune. Não se acredita no compromisso nem na justiça. E, em clima de desconfiança, é muito difícil construir algo sólido, porque os alicerces estão podres.
Mas como recuperar essa confiança, se a maioria dos pais ensina os seus filhos a desconfiarem sempre, a fim de se “safarem” neste mundo? Estamos a criar uma geração de desconfiados, por um lado, e “chico-espertos” por outro, com tendência a agravar-se. Como travá-lo, também ainda não sei. Mas prometo escrever sobre isso, que é a única forma que tenho de encontrar respostas.
Mais Mulher
Na SIC Mulher, com Ana Rita Clara:
http://sicmulher.sapo.pt/sandbox/2012/04/11/mais-mulher
Sou Vento
Não gosto de respostas. Não sei ter certezas. E às vezes culpo-me de ser sempre uma pergunta atrás de outra, porque isso perturba quem me vê percorrer ideias e perspectivas sem me prender. Não sou árvore. Não dou segurança. Mas sereno quando penso que é preciso que alguém seja vento, para que a Terra se renove.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


