05/09/12

O Livro da Minha Vida

No Jornal de Notícias, sobre O Livro da Minha Vida (www.olivrodaminhavida.com) e de que forma esta ideia mudou a minha.
03/09/12

Justiça

"Quando a nossa consciência não é sagaz o suficiente para nos fazer ver as nossas culpas ou a nossa atitude é impotente para emendar os nossos erros, os acontecimentos tratam de nos cercar para nos confrontar uma e outra vez com aquilo que temos de mudar. Mecanismo de justiça divina ou apenas um reflexo energético da nossa atitude, não importa. Importa não vivermos na ilusão da impunidade. De dentro ou de fora, mais cedo ou mais tarde, a vida encarregar-se-á de nos confrontar com os nossos erros para nos obrigar a ser melhores..." (in novo livro, nova personagem, ainda em processo de assimilação)
02/09/12

No Sapo Mulher

Em entrevista ao Sapo Mulher. Sobre livros, guiões, o mundo da rainha D. Estefânia e o meu. http://mulher.sapo.pt/atualidade/entrevistas/sara-rodi-em-entrevista-1253375.html
30/08/12

Até à última página

“Não consigo ter saudades do que fui ou do que fiz. Assim como nunca gostei de ler um livro duas vezes, por melhor que ele fosse, nunca desejei voltar atrás para viver de novo ou repetir aquilo que me fez feliz. Sim, fui feliz. Muito e quase sempre. Não sinto arrependimento. Não fazia nada ou quase nada diferente, por mais erros e desvios que tenha cometido. Apenas não sinto que seja hoje quem fui ontem, assim como não serei amanhã quem hoje fui. Por isso, em cada dia, desapego-me do que fui do anterior, sem remorsos, nostalgias ou despedidas difíceis. Já pensei se este meu desapego por mim própria era fruto da pressa constante com que vivo, que não dá espaço a recordações ou tempo para as saudades. Mas creio que é apenas a minha natureza. Assim como na minha vida profissional não me sinto talhada para editora ou revisora, porque não gosto de planear, definir, nem de ler o que escrevi mais do que uma vez, o que me dá prazer na minha vida é recriar-me. Todos os dias virar um capítulo da minha vida e partir em busca dos seguintes, deixando-me conduzir para onde a minha personagem me leva, interagindo com todos aqueles que vivem comigo a história da minha vida. Até à última página.”
27/08/12

Livraria Ideal

No programa "Livraria Ideal", junto dos livros da minha vida. http://www.tvi24.iol.pt/videos/pesquisa/sara+rodi/video/13665101/1
31/07/12

Estefânia no JL

"O que mais me importou foi entender quem era aquela mulher, o que pensou quando chegou a Portugal, quando olhou nos olhos o homem com quem ia casar e que nunca tinha visto, quando percebeu que ia morrer, com tanto que ainda queria fazer. Pensei ser essa rainha durante uns meses e escrever a história na pele da Estefânia que há em mim. E foi uma experiência muito sentida. Escrevia e chorava muitas vezes. Foi uma importante reflexão sobre o sentido que damos à nossa vida..."
07/07/12

Palavras não são só palavras

Escrever é sempre um acto solitário de reflexão, com benefícios intrínsecos para o próprio, na sua organização do mundo. Na sua capacidade de ser alguém para além de todos os seus fantasmas. Mas a desejar um sentido para a escrita, é preciso adicionar-lhe a partilha, a ousadia de permitir aos outros, através das nossas palavras, outras tantas reflexões, renovadas organizações do mundo, proliferações de fantasmas mortos em série pela simples consciência de que afinal também nos habitam. Desengane-se por isso quem pense que as palavras são só palavras. Reduto da distracção ou do mero entretenimento. Se há coisa em que acredito, dentro do meu cepticismo que é também ele um fantasma irrecusável, é que elas podem mudar o mundo. E, quem escreve, tem obrigação de as usar em seu proveito, mas sobretudo ao serviço daqueles que poderão vir a lê-lo. De todos aqueles que virão a mudar com elas.