O Olhar de uma Alemã sobre Portugal
Em dia de visita de Angela Merkel, recordo as palavras romanceadas de D. Estefânia, princesa alemã, sobre Portugal: "Pequeno recanto à beira-mar, defendido por homens corajosos que sempre aguentaram as fronteiras e as alargaram por mar, alcançando pela primeira vez mundos que o mundo desconhecia. Um povo forte mas pessimista, que constrói e destrói, que avança e recua, como se estivesse talhado para o sucesso, mas não soubesse ser bem-sucedido. Um contrassenso. Um fado."
Como parte da solução, D. Estefânia apontava a formação das nossas crianças. Era preciso dar-lhes fé, sobretudo em si próprias, para transformar o pessimismo em optimismo e redescobrir a coragem que nos é inata. Gostava que também das nossas crianças se falasse hoje. Não apenas do seu número (a decrescer). Mas sobretudo da sua importância num Portugal em mudança, que um dia será o que elas construírem.
Entrevista ao blog de Mário Lisboa
Mário Lisboa criou em 2011 um blog sobre Televisão, Cinema e Literatura, onde publica mensalmente entrevistas a atores, guionistas, escritores...
A entrevista que me fez, há uns meses, acaba de ser publicada em http://mlisboaentrevista.blogspot.pt/2012/10/mario-lisboa-entrevista-sara-rodi.html.
Sendo um jovem estudante, não deixa de procurar quem quer conhecer e dar a conhecer, com iniciativa e determinação. Só por isso, já tem um enorme valor.
Obrigada, Mário.
Faz o que te apetece
"Nunca deixes de fazer o que te apetece. Porque ninguém nunca saberá o que é certo ou errado. O que hoje é errado, amanhã pode ser certo, e vice-versa. Por isso a única verdade é aquilo que sentimos vontade de fazer. Fá-lo e não olhes para trás. Porque, independentemente do que faças, poderás terás alegrias ou sofrimento. As primeiras só te alegram se forem resultado da tua vontade. E o segundo, se fizeres aquilo que é a tua vontade, suportá-lo-ás melhor. Por isso sê quem és e faz o que tiveres de fazer. Tudo o mais são consequências inevitáveis da própria razão de viveres."
(in próximo livro, ainda por desvendar)
Construção de personagens
Nunca soube fazer caricaturas (que tanto me divertem) nem trabalhar estereótipos (que tanto elucidam). A minha construção das personagens é sempre, involuntariamente, um exercício de tolerância para aceitar as suas (nossas) contradições reais. Como escrevia Espinosa: "Esforcei-me por não rir dos atos humanos, por não chorar por eles e por não os odiar, mas sim por compreendê-los". Assim o consiga, na medida das minhas limitações.
TVI Ficção
Parabéns à TVI pelo novo canal! Durante vários anos, a ficção foi a minha casa e a minha escola, onde aprendi sobretudo o respeito pelo público e o poder do trabalho em equipa. Nos livros, voltei a ser um "lobo solitário" (e é como me sinto melhor...), mas não consigo esquecer-me que escrevo para que me leiam, e que um livro é também o resultado do trabalho de muitas pessoas. E isso, sem dúvida, foi a TV que me ensinou...
D. Estefânia na revista Novos Livros
"D. Estefânia - Um Trágico Amor", entre outras escritas e aventuras profissionais, na revista "Novos Livros":
http://novoslivros.blogspot.pt/2012/09/sara-rodi-devolver-aos-portugueses.html
O Presente de Portugal é nosso!
Não acredito em críticas sem alternativas. Não acredito em manifestações sem propostas. Como não acredito em problemas sem solução.
O país tem hoje um problema em mãos. Dos graves. Fruto de uma crise sem precedentes. Mas também de uma descrença irremediável nas políticas do governo que elegemos. A verdade é que, se o Estado somos nós, e temos o direito a fazer ouvir as nossas críticas, temos também de ser Estado na procura de soluções. Se não confiamos nas decisões do governo que elegemos, temos de ser nós a decidir, mais do que apenas denegrir aqueles que estão a tentar fazer alguma coisa por nós (por mais erros que cometam). Para não corrermos o risco de sermos novamente marionetes de quem se quer erguer à custa do nosso descontentamento...
Amanhã, mais do que uma voz crítica, gostava que fossemos, todos juntos, um conjunto de propostas. Puxem de papel de caneta e escrevam o que querem para Portugal. Que país querem deixar aos vossos filhos e netos? Para que tenhamos esse futuro, o que podemos fazer neste presente? O que estamos dispostos a dar, para receber? Encham cadernos, por favor. Publiquem posts com soluções. É esta a nossa grande oportunidade de exercermos a cidadania que nos assiste e usufruirmos do direito à liberdade que em tempos, com tanto suor e lágrimas, conquistámos.
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