Sobre a liberdade
Tenho o maior respeito por quem lutou, em tempos, pela nossa liberdade. O que assistimos ontem, em frente à AR, tem outro nome, chama-se libertinagem. Tenho vindo a ensinar aos meus filhos que a liberdade é um direito que exige responsabilidade. Quem abusa da liberdade que tem para a transformar em libertinagem, não merece ser livre. Porque, em última instância, coloca em causa a liberdade de todos, ao legitimar a autoridade, ao apelar à repressão. Porque existem libertinos, existem punições, existem prisões. Há limites à nossa liberdade. E, quanto menos a soubermos exercer, mais as leis se tornarão rígidas e as prisões fechadas.
É esse o país onde queremos viver? Um país onde seja necessários restringir a liberdade, em vez de a deixar exercer-se em todo o seu esplendor?
Não poderá a liberdade, no caso concreto do país, ser a resposta? A liberdade de apontar o dedo aos culpados, sim, porque também esses abusaram da sua liberdade, colocando em causa a nossa. Mas também a liberdade de propor soluções. A liberdade de criarmos uma nova sociedade e sermos o Estado que queremos para nós. Não será esse o verdadeiro sentido da liberdade num Estado democrático?
O Olhar de uma Alemã sobre Portugal
Em dia de visita de Angela Merkel, recordo as palavras romanceadas de D. Estefânia, princesa alemã, sobre Portugal: "Pequeno recanto à beira-mar, defendido por homens corajosos que sempre aguentaram as fronteiras e as alargaram por mar, alcançando pela primeira vez mundos que o mundo desconhecia. Um povo forte mas pessimista, que constrói e destrói, que avança e recua, como se estivesse talhado para o sucesso, mas não soubesse ser bem-sucedido. Um contrassenso. Um fado."
Como parte da solução, D. Estefânia apontava a formação das nossas crianças. Era preciso dar-lhes fé, sobretudo em si próprias, para transformar o pessimismo em optimismo e redescobrir a coragem que nos é inata. Gostava que também das nossas crianças se falasse hoje. Não apenas do seu número (a decrescer). Mas sobretudo da sua importância num Portugal em mudança, que um dia será o que elas construírem.
Entrevista ao blog de Mário Lisboa
Mário Lisboa criou em 2011 um blog sobre Televisão, Cinema e Literatura, onde publica mensalmente entrevistas a atores, guionistas, escritores...
A entrevista que me fez, há uns meses, acaba de ser publicada em http://mlisboaentrevista.blogspot.pt/2012/10/mario-lisboa-entrevista-sara-rodi.html.
Sendo um jovem estudante, não deixa de procurar quem quer conhecer e dar a conhecer, com iniciativa e determinação. Só por isso, já tem um enorme valor.
Obrigada, Mário.
Faz o que te apetece
"Nunca deixes de fazer o que te apetece. Porque ninguém nunca saberá o que é certo ou errado. O que hoje é errado, amanhã pode ser certo, e vice-versa. Por isso a única verdade é aquilo que sentimos vontade de fazer. Fá-lo e não olhes para trás. Porque, independentemente do que faças, poderás terás alegrias ou sofrimento. As primeiras só te alegram se forem resultado da tua vontade. E o segundo, se fizeres aquilo que é a tua vontade, suportá-lo-ás melhor. Por isso sê quem és e faz o que tiveres de fazer. Tudo o mais são consequências inevitáveis da própria razão de viveres."
(in próximo livro, ainda por desvendar)
Construção de personagens
Nunca soube fazer caricaturas (que tanto me divertem) nem trabalhar estereótipos (que tanto elucidam). A minha construção das personagens é sempre, involuntariamente, um exercício de tolerância para aceitar as suas (nossas) contradições reais. Como escrevia Espinosa: "Esforcei-me por não rir dos atos humanos, por não chorar por eles e por não os odiar, mas sim por compreendê-los". Assim o consiga, na medida das minhas limitações.
TVI Ficção
Parabéns à TVI pelo novo canal! Durante vários anos, a ficção foi a minha casa e a minha escola, onde aprendi sobretudo o respeito pelo público e o poder do trabalho em equipa. Nos livros, voltei a ser um "lobo solitário" (e é como me sinto melhor...), mas não consigo esquecer-me que escrevo para que me leiam, e que um livro é também o resultado do trabalho de muitas pessoas. E isso, sem dúvida, foi a TV que me ensinou...
D. Estefânia na revista Novos Livros
"D. Estefânia - Um Trágico Amor", entre outras escritas e aventuras profissionais, na revista "Novos Livros":
http://novoslivros.blogspot.pt/2012/09/sara-rodi-devolver-aos-portugueses.html
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