Lançamento de "D. Estefânia - Um Trágico Amor"
O vídeo completo do lançamento de "D. Estefânia - Um Trágico Amor" na FNAC do Chiado, com apresentação de Maria Filomena Mónica. O meu obrigada a todos aqueles que estiverem presentes e a todos os demais que leram o livro.
http://www.culturafnac.pt/videos/?video_id=46284141#.UPE1o9X1V5A.facebook
O futuro do país
Falamos muito das crianças como as herdeiras da situação que hoje vivemos. Mas pouco do papel que elas poderão ter numa mudança efetiva. São elas os futuros líderes do nosso país. Os futuros cidadãos. Os futuros pais. Estaremos a educa-las para fazer diferente? Para fazer melhor?
O país não é só o que lhes deixarmos. Será também aquilo que lhes ensinarmos a fazer com ele.
Bom 2013!
Não tendo eu o dom de prever ou controlar o que será o nosso 2013, desejo-vos este ano o que vou desejar para mim: as 12 qualidades necessárias para lidar com aquilo que vier. Coragem, Esperança, Resiliência, Optimismo, Integridade, Liberdade de espírito, Criatividade, Maturidade, Humildade, Gratidão, Respeito pelo próximo, Respeito por si mesmo.
Bom 2013!
"Clássicos a Brincar" em debate
Uma reflexão sobre a adaptação dos Clássicos da nossa literatura à infância, com os meus "Clássicos a Brincar" no centro do debate. Não tendo eu também ainda certezas de que os meus pequenos leitores um dia lerão com mais interesse as obras originais, fico por enquanto muito satisfeita quando os vejo reconhecer o autor, a trama central e as personagens principais (e a muito se deve, neste campo, o excelente trabalho dos professores que trabalham os livros na sala de aula ou biblioteca). Ou simplesmente quando, no meio de tantas outras distracções, lêem.
Em dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/3803619.pdf
Imprensa em bits
Em 1998 escrevi sobre o fim do jornalismo impresso - ensaio que, alargado, me valeu na altura o Prémio Ensaio Casa da Imprensa. Hoje, é o próprio livro em papel que vive ameaçado pelas novas tecnologias. As minhas "100 Histórias do Outro Mundo" já existem em versão e-book. E no outro dia, numa escola, um menino de 7 anos olhou para o meu computador e perguntou-me: "Tens os teus livros nessa tablete?". A mudança é incontornável. Mais cedo ou mais tarde, teremos que nos adaptar. A minha biblioteca será sempre a minha biblioteca, mas não sei que destino os meus filhos e os meus netos darão aos meus livros, quando a gigante biblioteca digital for uma realidade...
http://www.citi.pt/estudos_multi/estudos.html
Sobre a liberdade
Tenho o maior respeito por quem lutou, em tempos, pela nossa liberdade. O que assistimos ontem, em frente à AR, tem outro nome, chama-se libertinagem. Tenho vindo a ensinar aos meus filhos que a liberdade é um direito que exige responsabilidade. Quem abusa da liberdade que tem para a transformar em libertinagem, não merece ser livre. Porque, em última instância, coloca em causa a liberdade de todos, ao legitimar a autoridade, ao apelar à repressão. Porque existem libertinos, existem punições, existem prisões. Há limites à nossa liberdade. E, quanto menos a soubermos exercer, mais as leis se tornarão rígidas e as prisões fechadas.
É esse o país onde queremos viver? Um país onde seja necessários restringir a liberdade, em vez de a deixar exercer-se em todo o seu esplendor?
Não poderá a liberdade, no caso concreto do país, ser a resposta? A liberdade de apontar o dedo aos culpados, sim, porque também esses abusaram da sua liberdade, colocando em causa a nossa. Mas também a liberdade de propor soluções. A liberdade de criarmos uma nova sociedade e sermos o Estado que queremos para nós. Não será esse o verdadeiro sentido da liberdade num Estado democrático?
O Olhar de uma Alemã sobre Portugal
Em dia de visita de Angela Merkel, recordo as palavras romanceadas de D. Estefânia, princesa alemã, sobre Portugal: "Pequeno recanto à beira-mar, defendido por homens corajosos que sempre aguentaram as fronteiras e as alargaram por mar, alcançando pela primeira vez mundos que o mundo desconhecia. Um povo forte mas pessimista, que constrói e destrói, que avança e recua, como se estivesse talhado para o sucesso, mas não soubesse ser bem-sucedido. Um contrassenso. Um fado."
Como parte da solução, D. Estefânia apontava a formação das nossas crianças. Era preciso dar-lhes fé, sobretudo em si próprias, para transformar o pessimismo em optimismo e redescobrir a coragem que nos é inata. Gostava que também das nossas crianças se falasse hoje. Não apenas do seu número (a decrescer). Mas sobretudo da sua importância num Portugal em mudança, que um dia será o que elas construírem.
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