26/02/13

Reencontros

http://www.facebook.com/photo.php?v=3893613597873&set=vb.212099128850192&type=2&theater

Impossível não chorar também. Tendemos a pensamos que a vida é feita de despedidas, quando afinal ela é, sim, feita de saborosos reencontros.
23/02/13

As perguntas da nossa vida

A vida é feita de perguntas. São elas que nos levam a procurar as respostas. É assim em qualquer esfera da nossa vida.
Onde? Quando? Como? Quem? Porquê?
Nem todos contemos todas as perguntas dentro de nós. Mas há pelo uma que nos é fundamental, em cada momento da nossa História. Onde estou? Quando me perdi? Como conseguirei avançar? Quem sou e quem tenho à minha volta? Porque sou o que sou?
A vida de hoje não nos deixa tempo nem espaço para nos questionarmos, muito menos para buscarmos as respostas que precisamos para avançar. Tudo parecer reduzir-se a um Quanto sem significado algum. Quanto tempo vivemos. Quanto temos. Quanto temos que pagar. Quanto trabalhamos. Quanto ganhamos. Quantos dependentes temos. Quantos anos temos e quanto medimos ou pesamos.
Não creio que a Vida seja sobre o Quanto, sobretudo se nenhuma outra pergunta existir na nossa vida. Não existe um Quanto enquanto não soubermos Onde nos situamos, Como vivemos, com Quem nos Cruzamos e o Porquê de existirmos. Somos personagens de uma História. Da nossa História. E quem escreve uma História sabe que tem que caracterizar as suas personagens, antes de as pôr em acção. Tem de saber quem elas são e o que buscam. Na nossa História individual, que cada um de nós escreve à sua maneira, o mesmo se passa. Como poderemos saber para onde devemos ir, se não sabemos quem somos nem o que nos move?



22/02/13

Barcelona e a Liberdade

Durante muitos anos perguntei-me o que me teria ensinado Barcelona, com todas as coisas estranhas que lá vivi e as pessoas invulgares que conheci. Hoje, de alguma forma, a ouvir esta música que imortaliza a "minha" Barcelona (http://www.youtube.com/watch?v=u-ruOx442Qw), acho que aquilo que aprendi de mais importante foi que, por mais que sejamos todos tão diferentes (e é tão bela essa diferença!), não deixamos de buscar todos as mesmas coisas, de ter as mesmas necessidades... Cresci a pensar que a resposta para tudo estava no Amor. Mas hoje sei que um mundo de Amor terá de ser também um mundo de Liberdade, onde ninguém está errado, se viver na sua Verdade e respeitar a do outro.

(Tajabone - nome da música - é uma festa muçulmana que acontece depois do Ramadão, em que as crianças vão de casa em casa a cantar e a dançar. Tradução da letra:

tajabone we're going to tajabone,
abdou jabar he's an angel coming from the skies into your soul,
he's going to ask you did you pray ?
he's going to ask you did you fast ?
he is coming to judge your soul,
he's going to ask you did you pray ?
did you fast ?)
20/02/13

O Vale

Entre uma montanha e outra existe um vale profundo
E avançar implica sempre uma subida mas também uma descida
Não existem pontes para caminharmos sempre em frente, mais depressa

O homem precisa de descer para ter vontade de subir...
O homem precisa de esquecer para voltar a sonhar…
19/02/13

Da Arte

Talvez a arte não sirva para nada. Ou talvez sirva para muito daquilo que importa: agitar o mundo, sacudi-lo de fantasmas, de preconceitos, de visões redutoras e sentimentos retorcidos. A arte vê para além do horizonte, além das nuvens, por debaixo do chão. Vê mais longe, vê mais alto, mais fundo e mais dentro do mundo, em geral, e de todos nós, em particular. Pode compor, pintar, dançar ou escrever ilusões. Mas não será ilusão também tudo o que não se vê completamente, para além do que existe e do que já é e do qual estamos todos cansados que seja?
Nem sempre o artista é feliz, é certo. Não pela incompreensão dos outros, como às vezes se diz, mas porque empresta o seu corpo à violência da mudança. Às vezes vê mais, mais do que lhe é suportável ver. Para rasgar, às vezes rasga-se. Para quebrar, às vezes quebra-se. Sorte do artista que, ao permitir a reescrita do mundo, se reescreve também, sem se desfazer na ausência de sentido, na loucura que nem sempre consegue ver-se como missão.
17/02/13

A minha utopia

Não acredito em guerras, se aqueles que sobreviverem, de um lado e de outro, não entenderem o que é a paz.
Não acredito em lutas pela justiça, se aqueles que vierem depois não entenderem o que é justo.
Não acredito em lutas pela liberdade, se aqueles que a conquistarem sonharem com novas formas de prender os outros.
Não acredito no fim de um poder, se aqueles que vierem depois não perderem a sede de o alcançar.
Não acredito em mudanças, se aqueles que depois viverem na mudança não tiverem mudado.
O Todo depende sempre da afinação de cada uma das partes.
Por isso acredito que as soluções globais passam inevitavelmente por questionamentos pessoais.
Por isso acredito que um Presente melhor depende sempre da educação e formação daqueles que serão o seu Futuro. Não só no saber. Mas sobretudo na consciência de si próprio, enquanto parte fundamental de um Todo.

Talvez não passe de uma utopia, mas acredito que, se cada um de nós estiver afinado, o Todo funcionará automaticamente sem lutas, conflitos, erros ou usurpações. Sem necessidades de estrutura. Sem poder ou hierarquia. Um mundo que foi educado para isso. Formado para tal. Um mundo enfim unido, com consciência de que a desafinação de uma única peça interrompe o ciclo natural da grande Máquina que é feita de todos nós.

(Dedicado a todos os pais, professores e educadores que conheço, construtores de um mundo melhor).
15/02/13

Hoje a amanhã

O que seria do dia de amanhã, se não vivêssemos o de hoje...