A blogger Inês descreveu assim o meu livro "D. Estefânia - Um Trágico Amor". E disse tudo aquilo que eu podia desejar que alguém pudesse sentir ao lê-lo. Obrigada!
"Este livro é uma despedida e, por isso, é de uma tristeza imensa página a página. É, contudo, essa tristeza que o torna tão bonito e tão intenso. É como um balanço entre a vontade de viver e a serenidade de aceitar partir, é ler melancolia e saudade do princípio ao fim. É por isso muito português. No entanto, mais do que de tristeza, neste livro lê-se fé, uma fé infinita não somente em Deus, mas principalmente na vida, na felicidade e na aceitação plena daquilo que a vida pretende para nós. Esta história é, toda ela, um exemplo e, se ao virar a última página, sentimos um nó lá no nosso fundo, sentimos sobretudo uma inspiração enorme."
(http://seaminhaestantefosseumblogue.blogspot.pt/2012/12/d-estefania-um-tragico-amor-sara-rodi.html)
Despertar
"A escola não pode apenas promover o conhecimento. Deve, necessariamente, promover também o auto-conhecimento. Já dizia Jung que "Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta." Fala-se hoje muito da busca individual de nós mesmos, a partir dos 30, 40, 50 anos. Fala-se de um despertar tardio, que muitos criticam e chamam de "crise". O "despertar" individual é necessário. Seja em que idade for. Mas num mundo melhor, ele deveria acontecer quando a responsabilidade ainda não existe, quando os caminhos ainda estão por trilhar e as grandes decisões por tomar. Deveria acontecer naturalmente, no momento certo. Uma criança ou jovem que se conheça, será, por fim, um adulto que sabe sonhar..."
Reencontros
http://www.facebook.com/photo.php?v=3893613597873&set=vb.212099128850192&type=2&theater
Impossível não chorar também. Tendemos a pensamos que a vida é feita de despedidas, quando afinal ela é, sim, feita de saborosos reencontros.
Impossível não chorar também. Tendemos a pensamos que a vida é feita de despedidas, quando afinal ela é, sim, feita de saborosos reencontros.
As perguntas da nossa vida
A vida é feita de perguntas. São elas que nos levam a procurar as respostas. É assim em qualquer esfera da nossa vida.
Onde? Quando? Como? Quem? Porquê?
Nem todos contemos todas as perguntas dentro de nós. Mas há pelo uma que nos é fundamental, em cada momento da nossa História. Onde estou? Quando me perdi? Como conseguirei avançar? Quem sou e quem tenho à minha volta? Porque sou o que sou?
A vida de hoje não nos deixa tempo nem espaço para nos questionarmos, muito menos para buscarmos as respostas que precisamos para avançar. Tudo parecer reduzir-se a um Quanto sem significado algum. Quanto tempo vivemos. Quanto temos. Quanto temos que pagar. Quanto trabalhamos. Quanto ganhamos. Quantos dependentes temos. Quantos anos temos e quanto medimos ou pesamos.
Não creio que a Vida seja sobre o Quanto, sobretudo se nenhuma outra pergunta existir na nossa vida. Não existe um Quanto enquanto não soubermos Onde nos situamos, Como vivemos, com Quem nos Cruzamos e o Porquê de existirmos. Somos personagens de uma História. Da nossa História. E quem escreve uma História sabe que tem que caracterizar as suas personagens, antes de as pôr em acção. Tem de saber quem elas são e o que buscam. Na nossa História individual, que cada um de nós escreve à sua maneira, o mesmo se passa. Como poderemos saber para onde devemos ir, se não sabemos quem somos nem o que nos move?
Onde? Quando? Como? Quem? Porquê?
Nem todos contemos todas as perguntas dentro de nós. Mas há pelo uma que nos é fundamental, em cada momento da nossa História. Onde estou? Quando me perdi? Como conseguirei avançar? Quem sou e quem tenho à minha volta? Porque sou o que sou?
A vida de hoje não nos deixa tempo nem espaço para nos questionarmos, muito menos para buscarmos as respostas que precisamos para avançar. Tudo parecer reduzir-se a um Quanto sem significado algum. Quanto tempo vivemos. Quanto temos. Quanto temos que pagar. Quanto trabalhamos. Quanto ganhamos. Quantos dependentes temos. Quantos anos temos e quanto medimos ou pesamos.
Não creio que a Vida seja sobre o Quanto, sobretudo se nenhuma outra pergunta existir na nossa vida. Não existe um Quanto enquanto não soubermos Onde nos situamos, Como vivemos, com Quem nos Cruzamos e o Porquê de existirmos. Somos personagens de uma História. Da nossa História. E quem escreve uma História sabe que tem que caracterizar as suas personagens, antes de as pôr em acção. Tem de saber quem elas são e o que buscam. Na nossa História individual, que cada um de nós escreve à sua maneira, o mesmo se passa. Como poderemos saber para onde devemos ir, se não sabemos quem somos nem o que nos move?
Barcelona e a Liberdade
Durante muitos anos perguntei-me o que me teria ensinado Barcelona, com todas as coisas estranhas que lá vivi e as pessoas invulgares que conheci. Hoje, de alguma forma, a ouvir esta música que imortaliza a "minha" Barcelona (http://www.youtube.com/watch?v=u-ruOx442Qw), acho que aquilo que aprendi de mais importante foi que, por mais que sejamos todos tão diferentes (e é tão bela essa diferença!), não deixamos de buscar todos as mesmas coisas, de ter as mesmas necessidades... Cresci a pensar que a resposta para tudo estava no Amor. Mas hoje sei que um mundo de Amor terá de ser também um mundo de Liberdade, onde ninguém está errado, se viver na sua Verdade e respeitar a do outro.
(Tajabone - nome da música - é uma festa muçulmana que acontece depois do Ramadão, em que as crianças vão de casa em casa a cantar e a dançar. Tradução da letra:
tajabone we're going to tajabone,
abdou jabar he's an angel coming from the skies into your soul,
he's going to ask you did you pray ?
he's going to ask you did you fast ?
he is coming to judge your soul,
he's going to ask you did you pray ?
did you fast ?)
(Tajabone - nome da música - é uma festa muçulmana que acontece depois do Ramadão, em que as crianças vão de casa em casa a cantar e a dançar. Tradução da letra:
tajabone we're going to tajabone,
abdou jabar he's an angel coming from the skies into your soul,
he's going to ask you did you pray ?
he's going to ask you did you fast ?
he is coming to judge your soul,
he's going to ask you did you pray ?
did you fast ?)
O Vale
Entre uma montanha e outra existe um vale profundo
E avançar implica sempre uma subida mas também uma descida
Não existem pontes para caminharmos sempre em frente, mais depressa
O homem precisa de descer para ter vontade de subir...
O homem precisa de esquecer para voltar a sonhar…
E avançar implica sempre uma subida mas também uma descida
Não existem pontes para caminharmos sempre em frente, mais depressa
O homem precisa de descer para ter vontade de subir...
O homem precisa de esquecer para voltar a sonhar…
Da Arte
Talvez a arte não sirva para nada. Ou talvez sirva para muito daquilo que importa: agitar o mundo, sacudi-lo de fantasmas, de preconceitos, de visões redutoras e sentimentos retorcidos. A arte vê para além do horizonte, além das nuvens, por debaixo do chão. Vê mais longe, vê mais alto, mais fundo e mais dentro do mundo, em geral, e de todos nós, em particular. Pode compor, pintar, dançar ou escrever ilusões. Mas não será ilusão também tudo o que não se vê completamente, para além do que existe e do que já é e do qual estamos todos cansados que seja?
Nem sempre o artista é feliz, é certo. Não pela incompreensão dos outros, como às vezes se diz, mas porque empresta o seu corpo à violência da mudança. Às vezes vê mais, mais do que lhe é suportável ver. Para rasgar, às vezes rasga-se. Para quebrar, às vezes quebra-se. Sorte do artista que, ao permitir a reescrita do mundo, se reescreve também, sem se desfazer na ausência de sentido, na loucura que nem sempre consegue ver-se como missão.
Nem sempre o artista é feliz, é certo. Não pela incompreensão dos outros, como às vezes se diz, mas porque empresta o seu corpo à violência da mudança. Às vezes vê mais, mais do que lhe é suportável ver. Para rasgar, às vezes rasga-se. Para quebrar, às vezes quebra-se. Sorte do artista que, ao permitir a reescrita do mundo, se reescreve também, sem se desfazer na ausência de sentido, na loucura que nem sempre consegue ver-se como missão.
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