Se o silêncio ainda te traz barulho, ouve música. Ela ajudar-te-á a reencontrar a musicalidade da vida... o som reconfortante do silêncio que toca em cada um de nós.
http://www.youtube.com/watch?v=ybwOi2wA2bQ
"Enquanto não há amanhã... ilumina-me!" Pedro Abrunhosa
17 milhões como nós
Cerca de 17 mil milhões de planetas semelhantes à Terra, só na Via Láctea.
Como não tentar ver mais longe do que aquilo que nos cega? Como não tentar romper as fronteiras que nos oprime? Se há tanto mas tanto para preencher este vazio que sentimos dentro de nós...
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2982265
Como não tentar ver mais longe do que aquilo que nos cega? Como não tentar romper as fronteiras que nos oprime? Se há tanto mas tanto para preencher este vazio que sentimos dentro de nós...
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A Árvore da Família
Hoje imaginei-me a trepar a uma árvore com os meus filhos. Instintivamente, corremos todos para o mesmo ramo, para ficarmos juntos... e o ramo partiu-se. Cada um de nós já tinha um peso próprio. Cada um de nós já sabia trepar sozinho. Era tempo de cada um de nós viver no seu ramo, ainda que na mesma árvore.
Então, pedi a cada um deles que escolhesse o "seu" ramo. Um escolheu um ramo mais grosso para que ele nunca se partisse, outro um ramo mais alto para poder tocar o céu, outro um ramo mais torto para fazer acrobacias, outro um ramo mais comprido para poder ir e voltar sem sair da árvore.
Deixei-os escolher os seus ramos à vontade e só depois fui sentar-me no meu: o mais fininho que havia na árvore, para dessa forma deixar todos os ramos bons, livres, para eles.
Mas, assim que me sentei, o ramo partiu-se e eu fui parar outra vez ao meio do chão.
Então os meus filhos vieram buscar-me e explicaram-me que eu também tinha que escolher o meu ramo, que tinha de ser forte para aguentar o meu peso, que tinha de ser lá no alto para eu tocar no céu, que podia ter partes tortas para quando eu quisesse fazer acrobacias, e que devia ser igualmente comprido para eu ir e vir as vezes que quisesse, sem sair da árvore.
Eu achava, até então, que não devia preocupar-me em escolher um bom ramo para mim, porque a minha prioridade eram eles. Mas os meus filhos ensinaram-me que, na árvore da vida, todos merecem o seu lugar. Um lugar especial, à nossa medida. E uma mãe que saiba escolher o seu ramo, terá a força, a altura, a forma e o comprimento adequados para dar isso tudo e muito mais aos seus filhotes...
Então, pedi a cada um deles que escolhesse o "seu" ramo. Um escolheu um ramo mais grosso para que ele nunca se partisse, outro um ramo mais alto para poder tocar o céu, outro um ramo mais torto para fazer acrobacias, outro um ramo mais comprido para poder ir e voltar sem sair da árvore.
Deixei-os escolher os seus ramos à vontade e só depois fui sentar-me no meu: o mais fininho que havia na árvore, para dessa forma deixar todos os ramos bons, livres, para eles.
Mas, assim que me sentei, o ramo partiu-se e eu fui parar outra vez ao meio do chão.
Então os meus filhos vieram buscar-me e explicaram-me que eu também tinha que escolher o meu ramo, que tinha de ser forte para aguentar o meu peso, que tinha de ser lá no alto para eu tocar no céu, que podia ter partes tortas para quando eu quisesse fazer acrobacias, e que devia ser igualmente comprido para eu ir e vir as vezes que quisesse, sem sair da árvore.
Eu achava, até então, que não devia preocupar-me em escolher um bom ramo para mim, porque a minha prioridade eram eles. Mas os meus filhos ensinaram-me que, na árvore da vida, todos merecem o seu lugar. Um lugar especial, à nossa medida. E uma mãe que saiba escolher o seu ramo, terá a força, a altura, a forma e o comprimento adequados para dar isso tudo e muito mais aos seus filhotes...
Ousar Escrever
Em dia Mundial do Livro, permito-me começar um livro novo. Permito-me esquecer que os livros precisam de vender. Permito-me esquecer das encomendas e das sinopses e dos concursos e das apresentações. Permito-me esquecer que sou escritora e preciso de escrever. Permito-me escrever como a primeira vez. Como dantes. Como sempre. Porque sim. Porque sou um corpo de histórias que me exigem serem escritas, por mais que não as leiam. Porque sou a vida de tantas personagens que se cruzam, por mais que nunca ninguém venha a conhecê-las. Escrevo porque sou. Se não me escrever, não serei.
Auto-conhecimento
Apelida-se muitas vezes o auto-conhecimento de egoísta. Para quê perdermos tempo connosco próprios, quando há tanto e tantos fora de nós a precisar da nossa ajuda? A verdade é que dificilmente poderemos ser úteis aos outros, se não soubermos os limites e as potencialidades da nossa utilidade. Conhecermo-nos não é ficarmos cegos de nós próprios. É antes percebermos de que forma podemos expandir-nos aos demais. Não é perdermos tempo com a nossa vida insignificante. É darmos-lhe verdadeiro significado para que possa ser corretamente posta ao serviço dos outros. O auto-conhecimento não é, por isso, egoísmo, porque não há auto-conhecimento real sem a conclusão óbvia de que fazemos parte de um todo...
A Matemática da Vida
Não tenho Matemática desde o 9º ano, mas sempre me deliciou o desafio do cálculo, a resolução do problema, a aplicação da fórmula. Não trocaria já as letras pelos números. Mas como entender o mundo e o Homem, em palavras, sem conceber um modelo e criar uma teoria? Como não procurar uma fórmula? Se baralho a equação, é só em busca de uma nova. Se nego um plano, é só porque procuro uma outra dimensão que lhe dê lógica. E isto não é só porque cresci com a Matemática. É porque todos somos, na nossa essência, Matemática.
Essência e Profundidade

Sempre olhei o universo em busca de mim. Talvez o mais fundo de nós não resida dentro de nós, mas no mais fundo de tudo o que existe. E a nossa essência será tanto mais profunda quanto mais profundamente olharmos para aquilo que vive fora de nós.
E o que somos nós, afinal, se não um ponto entre tantos outros?
O que é cada um de nós, afinal, se não uma ínfima parte de um infinito todo?
Enquanto olhava o céu em busca de significado, construía o que era importante construir.
Enquanto olhava céu para me sentir insignificante, destruía o que era importante destruir.
Hoje olho o céu e sinto-me céu. Não busco coisa alguma. Sou dele e ele meu. Uno e inteiro. Eterno e infinito.
E quando olho o céu para me encontrar, entendo que estamos todos aquém do que podemos ser e somos muito além daquilo que nos podemos achar. Porque além é a nossa morada. Um dia seremos todos do céu, e mais nada...
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