19/06/13

D. Teresa de Távora

Dia 21 de junho é dia de solstício (do latim "sol parado") de verão, no hemisfério norte. Teremos o dia mais longo e a noite mais curta do ano. Teremos também "D. Teresa de Távora - A Amante do Rei" nas livrarias. E que o sol me ilumine, para dar a cara pelo livro que mais me fez questionar a escuridão...

17/06/13

O poder da música

E se, em redor de toda a Terra, colocassem colunas que tocavam a mesma música, ao mesmo tempo, sobre todos os Humanos?
Se a música nos empurra para sentimentos comuns, o que seria da Humanidade se, durante 3 minutos que fosse, vibrasse ao som da mesma música?
As palavras têm nações. Têm raças. Têm credos. A música é universal. É do vento sobre as árvores. É dos pássaros. É da voz. É de todos nós. Teria a música a capacidade inestimável de nos fazer sentir um só?
14/06/13

Pessoa e os seus heterónimos

Em dia de Fernando Pessoa, cruzei Portugal a folhear as Pessoas que há em mim. No Alentejo, Alberto Caeiro. Em Lisboa, Bernardo Soares. No cansaço, Álvaro de Campos. Em dias racionais, Ricardo Reis. Mais além, o próprio Pessoa. Nenhum deles completamente. Mas muitos outros, em partes diversas, por razões variadas, vagueando por mim, sempre que me disponibilizo para ser passagem, leito de rio com uma única foz, a da folha de papel.
Em potência, sinto-me a súmula de todas as coisas, de todas as pessoas, de todos os sentimentos. Coerente na aparente manifestação, vivo (ou sobrevivo) à incoerência de todas as personagens que me habitam, que querem ter voz através de mim, que me assaltam a mão para libertar o que nunca chegaram a dizer.
Peco por nunca ser uma. Mas, na escrita, nunca estarei só. E só não vivo em heterónimos porque o meu tempo - ao contrário do de Pessoa - é o da imagem. E eu sou apenas um corpo ao manifesto. Um rosto (sempre o mesmo rosto) que não sabe desdobrar-se para revelar a face de todos aqueles que por ele se expressam...

11/06/13

O novo romance

"Depois de romancear a vida de D. Estefânia – o meu 'Anjo Branco', como lhe chamo – foi importante para mim dissecar a vida e o pensamento de um 'Anjo Negro', porque acredito que todos nós somos feitos de uma matéria e de outra, de sol e de lua, de luz e de sombra."

Dia 21 nas livrarias, recriando um século XVIII de amor e traição, intriga e vingança, onde importa questionar o que de nós é livre arbítrio ou destino.

Novidades para muito breve...
10/06/13

Do Medo

Combato em mim o medo de coisa nenhuma que valha a pena. Combato o medo que me chega quando recordo aquilo que um dia me amedrontou. Mas também o medo do que me ensinaram a ter medo. Combato um e outro questionando. Valherá a pena o medo? De quê? Porquê? Para quê? Não será sempre preferível errar a viver no medo de não acertar? Ir sem nunca chegar, do que nunca chegar a partir? Há medo que nos vem de dentro, mas também medo que nos vem de fora, chega-nos do olhar dos outros, das suas críticas, da sua censura. Vivemos rodeados de medo até ao dia em que percebemos que a vida é curta demais para não fazer o que temos de fazer, e que é sempre mais importante do que os outros, tantas vezes mais importante até do que nós próprios...

Fé em Portugal


«Quanto mais pode a Fé que a força humana!» (OS LUSÍADAS, III, 111)

De Camões, para um Portugal a precisar de fé em si próprio e nos seus.
08/06/13

Coisas de Novo livro

Recado da editora: o meu livro está pronto. Em breve entrará no mercado e sinto em mim a vertiginosa incapacidade de voltar atrás. O que fiz, está feito. O que escrevi, será lido. Melhor ou pior, já não me pertence. É agora de quem o folhear e ler, sentindo-o da mesma forma que eu ou diferente.
É inevitável não me perguntar se poderia ter feito melhor, mas estou em crer que não existe outra resposta para essa pergunta que não seja um "sim". Sim, é sempre possível fazer melhor. Mas não suporto que a eventualidade de poder ter feito melhor me roube a capacidade de o ter feito. Fiz o que quis. Fiz o que pude. Agora é vosso. Eu sigo para o próximo.

Dia 21 nas bancas.