Oiço frequentemente falar da importância do espírito competitivo, como se ela fosse condição necessária para nos levar a dar o melhor de nós. Mas não será a "garra" ainda mais genuína, se não implicar deixar os outros para trás? Talvez quem não sinta essa "garra", essa vontade de dar o seu melhor, não esteja no lugar certo, a dar aquilo que tem de dar. A verdadeira "garra" é a da paixão por aquilo que se faz. É a da vontade de o fazer. É a da sensação de nele encontrar um sentido. Uma necessidade boa. Uma alegria inerente.
O espírito competitivo não é mais do que um resquício do nosso instinto animal. Da nossa lógica de sobrevivência. Tudo isso nos conduziu até aqui, entre guerras e conflitos, enganos e traições, sede irresistível de poder. Se queremos um mundo diferente, talvez seja tempo de trocar definitivamente o espírito competitivo pelo espírito de entreajuda. A lógica de que temos de ser melhores do que os outros, pela lógica de que todos temos o nosso espaço e as nossas mais-valias, e precisamos definitivamente uns dos outros para construir um mundo melhor.
"A educação que tem prevalecido no passado tem sido insignificante, incompleta, superficial. Só ensina as pessoas ganhar dinheiro para viverem, mas não abre os horizontes sobre a vida em si mesma (...). Não só é incompleta como daninha... Porque está baseada na competição. Qualquer tipo de competição tem uma raiz violenta e cria pessoas que não sabem amar... Naturalmente, têm de lutar e estar em conflito com elas mesmas. Isso destrói as suas alegrias e destrói as suas amizades."
(in "O Livro da Criança", Osho)
Do Fractal
A Geometria Fractal é escala musical do Universo. Depois de a compreendermos, tudo se torna possível. E tudo se transforma em Harmonia.
O fractal é assim a nossa matemática. A nossa música. A nossa pintura. A nossa escrita. O fractal é a linguagem do universo e de tudo o que existe. Não sei se algum dia o compreenderemos na totalidade, porque é uma arte acima de qualquer arte, acima de nós e de tudo o que existe. Mas estamos num momento único da nossa História em que damos por nós a maravilharmo-nos com ele. E isso já é qualquer coisa de mágico...
O fractal é assim a nossa matemática. A nossa música. A nossa pintura. A nossa escrita. O fractal é a linguagem do universo e de tudo o que existe. Não sei se algum dia o compreenderemos na totalidade, porque é uma arte acima de qualquer arte, acima de nós e de tudo o que existe. Mas estamos num momento único da nossa História em que damos por nós a maravilharmo-nos com ele. E isso já é qualquer coisa de mágico...
Do sonho e os seus mistérios
Uma noite destas, por entre sonhos comuns e pesadelos confusos, sonhei com um lugar que, estranhamente, senti conhecer de sempre. Sobre um mar rosado e um céu povoado de grandes astros que desconheço (talvez pedaço de qualquer coisa retirado de um qualquer filme que tenha visto), alguém voava com uma serenidade absolutamente tranquilizadora. Tranquilizadora porque, ao mesmo tempo que me olhava o seu sorriso tranquilo, fazia-me sentir que era eu, afinal, quem voava. Era eu do lado de cá e do lado de lá. O sorriso era um namoro de mim para comigo mesma, num outro espaço, num outro tempo, apenas num qualquer sonho, não sei. Mas o que impressionou, sobretudo, foi que tudo ali era impressionantemente nítido. Não sei se falar em nitidez fará sentido, sendo a nitidez algo que o nosso olho conhece, e aquilo que vi nada daquilo que eu tenha palavras para descrever. Acordei com a sensação de que o meu sonho fora uma espécie de impressão de qualidade superior, impossível de conseguir nos nossos dias. Em todos os sentidos. De forma impossível de descrever porque não tenho palavras para aquilo que, nesta vida, o Homem ainda não conheceu. Poderá haver mais nitidez do que aquela que os nossos olhos vêem? Outro lugar onde repousem os nossos sonhos? Outros mundos para onde voem os nossos corpos? Serenidade absoluta numa outra dimensão?
Sonho poder voltar a sonhar com esse lugar, mas desconheço a direção. E o caminho, parece-me, não é nenhum que possa percorrer-se. A viagem até lá não existe. Porque aqui é aqui e lá é lá. Lugares e sensações coexistentes mas necessariamente separadas como sempre foi e assim será...
Sonho poder voltar a sonhar com esse lugar, mas desconheço a direção. E o caminho, parece-me, não é nenhum que possa percorrer-se. A viagem até lá não existe. Porque aqui é aqui e lá é lá. Lugares e sensações coexistentes mas necessariamente separadas como sempre foi e assim será...
Ainda Agostinho da Silva...
... e exatamente o que penso:
"Paradoxalmente, apenas existirá um quinto império se não existir um quinto Imperador."
Simples, mas absolutamente transformador, porque exige toda uma mudança de paradigma, fundamental nesta fase da nossa História.
"Paradoxalmente, apenas existirá um quinto império se não existir um quinto Imperador."
Simples, mas absolutamente transformador, porque exige toda uma mudança de paradigma, fundamental nesta fase da nossa História.
Mais uma crítica a "D. Teresa de Távora - A Amante do Rei"
Descobri mais uma crítica a "D. Teresa de Távora - A Amante do Rei", desta vez no site do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas. Não vem assinada, mas agradeço ao leitor que assim sentiu o meu livro...
"Poucos conhecerão a história de Teresa de Távora, uma mulher que viveu além dos limites sociais, morais e religiosos da sua época – e, em certos círculos, também dos de hoje. A beleza e sensualidade eram os seus maiores atributos, que juntamente com o seu caráter indomável ditaram-lhe o destino.
Depois de há um ano publicar, com sucesso, D. Estefânia, Um Trágico Amor, Sara Rodi regressa ao romance histórico com o relato da vida de uma mulher em tudo diferente daquela a que deu corpo no seu primeiro livro do género: D. Teresa de Távora, amante de D. José I.
Em D. Teresa de Távora – A Amante do Rei (A Esfera dos Livros, 18,50€), a escritora explora com mestria as contradições íntimas de uma mulher que ousou desafiar as convenções sociais da sua conturbada época, marcada por acontecimentos como a ascensão política do Marquês de Pombal, o terramoto de 1755 e o processo dos Távora, ao qual esteve indelevelmente ligada.
Teresa de Távora é tão-somente uma mulher. Bonita, sensual, e disposta a viver a vida à sua maneira: independente e com liberdade para dar asas ao seu desejo. Prometida desde o nascimento ao sobrinho Luís Bernardo, com ele casará, tornando-se uma de Távora e traçando o destino desta família de nobres que muito por sua causa cairá em desgraça – terminando com a execução na praça pública do seu marido, irmão, sogros, cunhados e sobrinhos, naquele que ficará conhecido como o processo dos Távora.
Mas o que faz desta mulher, que não deixou obra nem foi exemplar, figura central de um livro tão cativante? Precisamente isso: a sua condição de mulher que apenas quer viver de acordo com a sua vontade, amando livremente quem deseja.
Escrito na primeira pessoa, o romance traça de forma bem marcante o retrato de Teresa de Távora, levando o leitor a acompanhar as suas opções, dúvidas e contradições. E através dela questiona os modelos sociais e morais da época, o século XVIII: o papel da mulher na sociedade, o casamento, a estratificação social, a vida na corte, a fé e o papel da Igreja (os autos de fé), bem como a influência das profecias na vida quotidiana – o missionário Malagrida antevê uma grande desgraça como consequência do comportamento devasso de Teresa, que será vista como causadora do terramoto de Lisboa.
Sara Rodi apresenta Teresa de Távora como uma mulher corajosamente voluntariosa, mas suficientemente ingénua para acreditar que as suas ações não teriam consequências – para si e para os outros. Ao assumir publicamente a sua relação adúltera com D. José I enquanto o marido estava na Índia com a família, Teresa não previu os efeitos políticos, familiares e pessoais da situação: o seu envolvimento forçado na estratégia de poder de Sebastião José de Carvalho e Melo, o repúdio do marido, os ciúmes do Rei consubstanciados no tristemente célebre processo dos Távora. Teresa perdeu a família, o nome e a liberdade por que sempre lutou, escapando à forca mas ficando confinada às paredes de um convento.
O enredo do livro está bem construído e mantém o leitor preso ao seu evoluir, mas destaque-se também a excelente contextualização histórica, fruto de um bom trabalho de investigação. Percorrer as páginas de D. Teresa de Távora – A Amante do Rei é, também, um mergulho na História de Portugal, num período tão conturbado da vida do País."
(http://www.sbsi.pt/atividadesindical/informacao/ComunicacaoSocial/Pages/Um-livro…-sobre-Teresa-de-Távora.aspx)
"Poucos conhecerão a história de Teresa de Távora, uma mulher que viveu além dos limites sociais, morais e religiosos da sua época – e, em certos círculos, também dos de hoje. A beleza e sensualidade eram os seus maiores atributos, que juntamente com o seu caráter indomável ditaram-lhe o destino.
Depois de há um ano publicar, com sucesso, D. Estefânia, Um Trágico Amor, Sara Rodi regressa ao romance histórico com o relato da vida de uma mulher em tudo diferente daquela a que deu corpo no seu primeiro livro do género: D. Teresa de Távora, amante de D. José I.
Em D. Teresa de Távora – A Amante do Rei (A Esfera dos Livros, 18,50€), a escritora explora com mestria as contradições íntimas de uma mulher que ousou desafiar as convenções sociais da sua conturbada época, marcada por acontecimentos como a ascensão política do Marquês de Pombal, o terramoto de 1755 e o processo dos Távora, ao qual esteve indelevelmente ligada.
Teresa de Távora é tão-somente uma mulher. Bonita, sensual, e disposta a viver a vida à sua maneira: independente e com liberdade para dar asas ao seu desejo. Prometida desde o nascimento ao sobrinho Luís Bernardo, com ele casará, tornando-se uma de Távora e traçando o destino desta família de nobres que muito por sua causa cairá em desgraça – terminando com a execução na praça pública do seu marido, irmão, sogros, cunhados e sobrinhos, naquele que ficará conhecido como o processo dos Távora.
Mas o que faz desta mulher, que não deixou obra nem foi exemplar, figura central de um livro tão cativante? Precisamente isso: a sua condição de mulher que apenas quer viver de acordo com a sua vontade, amando livremente quem deseja.
Escrito na primeira pessoa, o romance traça de forma bem marcante o retrato de Teresa de Távora, levando o leitor a acompanhar as suas opções, dúvidas e contradições. E através dela questiona os modelos sociais e morais da época, o século XVIII: o papel da mulher na sociedade, o casamento, a estratificação social, a vida na corte, a fé e o papel da Igreja (os autos de fé), bem como a influência das profecias na vida quotidiana – o missionário Malagrida antevê uma grande desgraça como consequência do comportamento devasso de Teresa, que será vista como causadora do terramoto de Lisboa.
Sara Rodi apresenta Teresa de Távora como uma mulher corajosamente voluntariosa, mas suficientemente ingénua para acreditar que as suas ações não teriam consequências – para si e para os outros. Ao assumir publicamente a sua relação adúltera com D. José I enquanto o marido estava na Índia com a família, Teresa não previu os efeitos políticos, familiares e pessoais da situação: o seu envolvimento forçado na estratégia de poder de Sebastião José de Carvalho e Melo, o repúdio do marido, os ciúmes do Rei consubstanciados no tristemente célebre processo dos Távora. Teresa perdeu a família, o nome e a liberdade por que sempre lutou, escapando à forca mas ficando confinada às paredes de um convento.
O enredo do livro está bem construído e mantém o leitor preso ao seu evoluir, mas destaque-se também a excelente contextualização histórica, fruto de um bom trabalho de investigação. Percorrer as páginas de D. Teresa de Távora – A Amante do Rei é, também, um mergulho na História de Portugal, num período tão conturbado da vida do País."
(http://www.sbsi.pt/atividadesindical/informacao/ComunicacaoSocial/Pages/Um-livro…-sobre-Teresa-de-Távora.aspx)
A ler Agostinho Silva...
"Àqueles a quem, não querendo mal, também especialmente não amam concedem os deuses uma vida fácil e benigna, que os faz, a eles e aos restantes, acreditar em protecção celeste; aos outros, porém, àqueles cuja carreira se vê essencialmente aos destinos do mundo, vendem os deuses, e bem caro, todos os dons de que os cumularam; e, porventura, o preço mais alto que reclamam de sua mercadoria é o de, a cada momento realmente importante da vida, nada disporem como que de maneira fatal, deixando que seu amado possa, em plena liberdade, escolher o que mais é de seu agrado; e aqui a maior parte se perde: porque à chama que os tornaria celestes preferem a temperada medianidade que para sempre os prende à Terra."
(Agostinho Silva in "Um Fernando Pessoa")
(Agostinho Silva in "Um Fernando Pessoa")
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