Páro. Olho à minha volta. Porque corremos todos para lugar nenhum?
Sei que é impossível parar. Num mundo em necessário movimento, parar é necessariamente deixar de viver. Mas enquanto o meu corpo se move nessa necessidade, a cabeça estagna na impossibilidade moral de continuar a ir para onde todos vão sem pensar. O meu corpo não pára, mas a cabeça olha à volta, descobrindo tantos outros que, sem parar, encaminham já o seu corpo para onde pensaram poder ir. Chamam-lhe loucos. Mas não será loucura maior a de nos perguntarmos porque teremos de ir para onde nos mandam? E se não for esse o caminho? E se a Humanidade seguir enganada, na ilusão de uma caminhada sem alternativas, na certeza insana de uma trajetória obrigatória?
Se não fosse a voz dos loucos, que tantas vezes, ao longo da História, pensaram diferente e levaram o seu corpo para onde a sua verdadeira vontade os guiou (tantas vezes pagando-o com a própria vida), o que seria hoje do Homem? Existiria ainda Humanidade?
É urgente perguntar para onde nos dirigimos todos. É premente interrogarmo-nos se a vida melhor e o progresso que nos dizem estar além, no horizonte que buscamos, não é somente um abismo, a queda abrupta para uma não-existência sem retorno.
Não sei ainda ao certo para onde irei. Mas sei que não vou mais por onde o coração me diga que não vá. Porque o caminho verdadeiro há-de ser sempre aquele que nos surge de dentro para fora, nunca aquele que, de fora para dentro, nos impelem a seguirmos sem o questionarmos. A natureza segue o seu rumo, sempre, sem precisar de se questionar, porque nunca se afastou do movimento perfeito, nunca caiu na ilusão da superioridade. O Homem, imperfeito pela sua vontade de ser perfeito, inferior pela sua sede de ser superior, precisa de voltar a encontrar o seu caminho, até poder segui-lo com a naturalidade, a perfeição e a superioridade da natureza à sua volta. E encontrar esse caminho é questionar o que a natureza (e a sua natureza) esperam dele. Só isso o fará sentir, finalmente, como um peixe na sua corrente ou um pássaro na sua rota. Buscando instintivamente aquilo que sempre esteve à sua espera, para lá do medo, da tentação do poder e do preconceito.
E se seguir para uma nova encruzilhada, será sempre a encruzilhada que escolheu, o fruto de um engano consciente, de uma vontade de fazer diferente, melhor, pelo menos em essência. Isso será já tanto, ou já tudo, sobretudo se existir a lucidez suficiente para, conscientemente, na consciência do engano, voltar a procurar alternativas, porque há sempre alternativas para aquilo que não nos serve mais.
A árvore da verdade
A verdade é a seiva da nossa árvore da vida. Sem verdade a alimentar todas as partes do nosso ser, mais cedo ou mais tarde apodrecemos, de dentro para fora. Silenciosamente. Um galho sem verdade é um galho que se quebra. Uma folha sem verdade não tem cor. Um fruto sem verdade não tem sabor. A viçosidade de uma árvore, mede-se pela quantidade de verdade (e também de amor) que circula nela.
É sempre possível salvar uma árvore, enxertando-a (ou enxertando-nos) com aquilo que somos verdadeiramente. Mas a melhor forma de recuperarmos a nossa viçosidade é mesmo deixarmos para trás a nossa árvore podre e lançarmo-nos numa nova semente à terra boa. Para construir a árvore que verdadeiramente somos e merecemos ser.
É sempre possível salvar uma árvore, enxertando-a (ou enxertando-nos) com aquilo que somos verdadeiramente. Mas a melhor forma de recuperarmos a nossa viçosidade é mesmo deixarmos para trás a nossa árvore podre e lançarmo-nos numa nova semente à terra boa. Para construir a árvore que verdadeiramente somos e merecemos ser.
Da experiência do amor
Da experiência do amor
Haverá um amor maior do que o amor de todos os dias?
Um amor maior do que o amor por todos? Maior do que um amor por todas as coisas?
Um amor que não se mede pelos dias e pelas horas, ligado a alguém ou coisa nenhuma?
Um amor que não é daqui, não é de nós, não é de nada que se veja nem nada que se sinta?
Um amor que não suportamos sequer no peito, porque não foi feito para caber em nós, mas para estar em todo o lado, em todas as coisas, em tudo o que existe.
Não podemos agarrá-lo, comprimi-lo ou arrumá-lo. Apenas entregarmo-nos a ele, diluirmo-nos nele esquecendo totalmente quem fomos, quem somos ou quem poderemos ser, porque nada de nós interessa. Nem quem somos nem o que andamos aqui a fazer, porque a experiência do amor é unicamente existir por existir. O amor pelo amor.
Não fomos feitos para amar assim. Fomos feitos para ser quem podemos ser e fazermos o melhor que podemos fazer (embora tantas vezes sejamos e façamos outra coisa qualquer). Mas uma ou outra vez, durante a vida, poderemos ter a sorte de contemplar esse amor maior que nos arrasa. Que nos tira toda a importância, porque ser o que podemos ser e fazer o melhor que podemos fazer é não mais do que buscar este amor. Quando eles nos envolve, já somos tudo o que podemos ser, sem precisar de mais nada fazer. Somos amor em estado puro, na sua condição maior.
E onde está esse amor? Como podemos senti-lo mais vezes? Encontrá-lo, sempre que nos perdemos? Preenchermo-nos dele, sempre que nos sentimos vazios?
A resposta não é clara, porque o caminho até ele é individual e está em cada um de nós.
Posso correr hoje à chuva e deixar-me envolver pelo amor, ou descobri-lo num abraço profundo de alguém que se cruzou connosco na rua. Podemos descobri-lo no topo de uma montanha ou no fundo do mar. Rodeados de gente ou na mais completa solidão.
A fórmula não existe.
Mas envolvermo-nos deste amor maior é tudo aquilo que pode dar sentido à nossa busca. É tudo aquilo que, transcendendo-nos, pode dar sentido ao que é visível e certeza a tudo o que podemos ser e fazer.
Haverá um amor maior do que o amor de todos os dias?
Um amor maior do que o amor por todos? Maior do que um amor por todas as coisas?
Um amor que não se mede pelos dias e pelas horas, ligado a alguém ou coisa nenhuma?
Um amor que não é daqui, não é de nós, não é de nada que se veja nem nada que se sinta?
Um amor que não suportamos sequer no peito, porque não foi feito para caber em nós, mas para estar em todo o lado, em todas as coisas, em tudo o que existe.
Não podemos agarrá-lo, comprimi-lo ou arrumá-lo. Apenas entregarmo-nos a ele, diluirmo-nos nele esquecendo totalmente quem fomos, quem somos ou quem poderemos ser, porque nada de nós interessa. Nem quem somos nem o que andamos aqui a fazer, porque a experiência do amor é unicamente existir por existir. O amor pelo amor.
Não fomos feitos para amar assim. Fomos feitos para ser quem podemos ser e fazermos o melhor que podemos fazer (embora tantas vezes sejamos e façamos outra coisa qualquer). Mas uma ou outra vez, durante a vida, poderemos ter a sorte de contemplar esse amor maior que nos arrasa. Que nos tira toda a importância, porque ser o que podemos ser e fazer o melhor que podemos fazer é não mais do que buscar este amor. Quando eles nos envolve, já somos tudo o que podemos ser, sem precisar de mais nada fazer. Somos amor em estado puro, na sua condição maior.
E onde está esse amor? Como podemos senti-lo mais vezes? Encontrá-lo, sempre que nos perdemos? Preenchermo-nos dele, sempre que nos sentimos vazios?
A resposta não é clara, porque o caminho até ele é individual e está em cada um de nós.
Posso correr hoje à chuva e deixar-me envolver pelo amor, ou descobri-lo num abraço profundo de alguém que se cruzou connosco na rua. Podemos descobri-lo no topo de uma montanha ou no fundo do mar. Rodeados de gente ou na mais completa solidão.
A fórmula não existe.
Mas envolvermo-nos deste amor maior é tudo aquilo que pode dar sentido à nossa busca. É tudo aquilo que, transcendendo-nos, pode dar sentido ao que é visível e certeza a tudo o que podemos ser e fazer.
À Sombra de nós mesmos
(Crónica publicada na revista Mais Alentejo de Agosto/Setembro 2013)
À SOMBRA DE NÓS MESMOS
Junto à casa de meus pais, no Alentejo, habitava a terra seca um sobreiro grande e velho, que tinha um longo ramo estendido para um dos lados, preparado para os deleites de um jovem que, como eu, nele se quisesse deitar. Quando a vida me aborrecia, sobretudo nos verões quentes, em que o calor impedia até o tempo de circular, deitava a guitarra sobre um dos ombros e o meu caderno sobre o outro, e rumava àquela árvore que me esperava sem caprichos ou dependências.
Cresci à sombra dessa árvore, nas páginas dos meus cadernos. Às vezes num poema, outras tantas em palavras que se atropelavam como chuva, a chuva que não chovia, no meu Alentejo amarelecido. Até que a vida me levou a trocar o meu Alentejo de sobreiros por uma rua sem árvores. Busquei depois o mar e hoje escrevo em frente a uma palmeira, que repousa em relva fofa. O caderno é hoje um computador portátil e leve. A guitarra, repousa no quarto dos meus filhos, para outras músicas. E o meu tronco é agora um cadeirão confortável e acolchoado, por vezes resguardado atrás de um vidro, se a temperatura a isso exige. Só as palavras, essas, continuam a ser fundamentais para me ajudar a fazer parte do mundo. Às vezes ainda surge um poema. Mas são sobretudo as ideias inquietantes, à procura de serem ditas, com vontade de serem pensadas, que me assaltam as horas, como dantes, como sempre.
À minha volta, tenho agora filhos em busca da sua forma de crescer, e parece-me fundamental oferecer-lhes a possibilidade de irem ao encontro da “sua” árvore. De fazerem essa busca de si mesmos e de um entendimento de tudo aquilo que os rodeia. Quem somos, de onde vimos e para onde vamos. Perguntas talvez sem respostas satisfatórias, mas que terão de sair de nós um dia, pelo menos, para que aquilo que faz de nós humanos não nos escape, nas tantas distrações da vida (e o trabalho, com todos os seus frutos, é a maior delas todas). Nietzsche dizia, em “Humano, demasiado Humano” que aquele que não reserva, pelo menos, ¾ do dia para si, é um escravo. Na cidade grande, o tempo consome-se, tudo parece uma urgência inadiável e uma necessidade maior do que as nossas próprias necessidades. Os adultos são escravos. E as crianças também. Vivem em escolas sem árvores (ou, ainda que as tenham, sem tempo para nelas se pendurarem, porque têm tudo para saber e tudo para ser avaliado), mais tarde em vidas paralelas, em rede, numa vertiginosa corrida pelos sms e os chats, onde até as palavras ficaram meio comidas, na pressa de viver. Os jovens percorrem os centros comerciais em busca de desligar o pensamento, como se ele fizesse mal, numa sociedade que se quer amorfa, impotente e, ironicamente, obediente (como se alguém pudesse obedecer a vida toda sem saber porquê. Quem nunca entende o porquê, invariavelmente, desobedece...).
De frente para a palmeira que me resta, desagrada-me a sociedade que vejo e aquilo que estamos a fazer do Homem. Sinto a impotência que tantos outros sentem, para mudar de cima para baixo o que está mal, mas de baixo para cima, tudo me parece ainda um imenso campo de possibilidades. A geração que hoje ajudamos a crescer e um dia nos sucederá tem de rumar outra vez até junto das árvores que a obrigam a pensar. Terá de reaprender a entender a natureza e nela descobrir também a sua. Terá de ler, de escrever, e sobretudo de procurar um espaço, na sua vida, para se descobrir, porque um jovem que não se “encontre” no tempo certo, nunca saberá onde encaixar-se na máquina da vida, onde cada peça é fundamental para o desempenho do todo. É um desafio gigante e complexo, mas urgente e fundamental, nos dias que correm. E talvez ele passe, simplesmente, por sair à rua (rumar ao Alentejo, porque não?) e procurar uma árvore que nos ofereça os seus ramos para neles desfiarmos a nossa vida...
Sara Rodi
À SOMBRA DE NÓS MESMOS
Junto à casa de meus pais, no Alentejo, habitava a terra seca um sobreiro grande e velho, que tinha um longo ramo estendido para um dos lados, preparado para os deleites de um jovem que, como eu, nele se quisesse deitar. Quando a vida me aborrecia, sobretudo nos verões quentes, em que o calor impedia até o tempo de circular, deitava a guitarra sobre um dos ombros e o meu caderno sobre o outro, e rumava àquela árvore que me esperava sem caprichos ou dependências.
Cresci à sombra dessa árvore, nas páginas dos meus cadernos. Às vezes num poema, outras tantas em palavras que se atropelavam como chuva, a chuva que não chovia, no meu Alentejo amarelecido. Até que a vida me levou a trocar o meu Alentejo de sobreiros por uma rua sem árvores. Busquei depois o mar e hoje escrevo em frente a uma palmeira, que repousa em relva fofa. O caderno é hoje um computador portátil e leve. A guitarra, repousa no quarto dos meus filhos, para outras músicas. E o meu tronco é agora um cadeirão confortável e acolchoado, por vezes resguardado atrás de um vidro, se a temperatura a isso exige. Só as palavras, essas, continuam a ser fundamentais para me ajudar a fazer parte do mundo. Às vezes ainda surge um poema. Mas são sobretudo as ideias inquietantes, à procura de serem ditas, com vontade de serem pensadas, que me assaltam as horas, como dantes, como sempre.
À minha volta, tenho agora filhos em busca da sua forma de crescer, e parece-me fundamental oferecer-lhes a possibilidade de irem ao encontro da “sua” árvore. De fazerem essa busca de si mesmos e de um entendimento de tudo aquilo que os rodeia. Quem somos, de onde vimos e para onde vamos. Perguntas talvez sem respostas satisfatórias, mas que terão de sair de nós um dia, pelo menos, para que aquilo que faz de nós humanos não nos escape, nas tantas distrações da vida (e o trabalho, com todos os seus frutos, é a maior delas todas). Nietzsche dizia, em “Humano, demasiado Humano” que aquele que não reserva, pelo menos, ¾ do dia para si, é um escravo. Na cidade grande, o tempo consome-se, tudo parece uma urgência inadiável e uma necessidade maior do que as nossas próprias necessidades. Os adultos são escravos. E as crianças também. Vivem em escolas sem árvores (ou, ainda que as tenham, sem tempo para nelas se pendurarem, porque têm tudo para saber e tudo para ser avaliado), mais tarde em vidas paralelas, em rede, numa vertiginosa corrida pelos sms e os chats, onde até as palavras ficaram meio comidas, na pressa de viver. Os jovens percorrem os centros comerciais em busca de desligar o pensamento, como se ele fizesse mal, numa sociedade que se quer amorfa, impotente e, ironicamente, obediente (como se alguém pudesse obedecer a vida toda sem saber porquê. Quem nunca entende o porquê, invariavelmente, desobedece...).
De frente para a palmeira que me resta, desagrada-me a sociedade que vejo e aquilo que estamos a fazer do Homem. Sinto a impotência que tantos outros sentem, para mudar de cima para baixo o que está mal, mas de baixo para cima, tudo me parece ainda um imenso campo de possibilidades. A geração que hoje ajudamos a crescer e um dia nos sucederá tem de rumar outra vez até junto das árvores que a obrigam a pensar. Terá de reaprender a entender a natureza e nela descobrir também a sua. Terá de ler, de escrever, e sobretudo de procurar um espaço, na sua vida, para se descobrir, porque um jovem que não se “encontre” no tempo certo, nunca saberá onde encaixar-se na máquina da vida, onde cada peça é fundamental para o desempenho do todo. É um desafio gigante e complexo, mas urgente e fundamental, nos dias que correm. E talvez ele passe, simplesmente, por sair à rua (rumar ao Alentejo, porque não?) e procurar uma árvore que nos ofereça os seus ramos para neles desfiarmos a nossa vida...
Sara Rodi
Como peixes num cardume
Como um rio que corre para o mar, a vida encaminha-nos também para onde devemos chegar. Sentimo-nos tantas vezes um peixe entre tantos, incógnito, sujeito às malhas do destino, aos predadores vorazes que se escondem por entre as pedras, à poluição corrosiva que nos intoxica sem darmos conta... O medo paralisa-nos. Os perigos distraem-nos. E tudo aquilo que em nós seria natural, espontâneo, dinâmico e poderoso, se perde. Deixamos de estar sintonizados com os outros em cada movimento desejavelmente sincronizado. Deixamos de intuir o perigo. Deixamos de ter defesas para o ataque. Isolamo-nos. Saímos da rota e perdemo-nos. Sozinhos, morremos.
Se os peixes sabem para onde nadar, se os pássaros sabem para onde voar, como podemos nós perder-nos? A vida é necessariamente este movimento que nos encaminha para algo melhor. A vida é esta sincronicidade perfeita com tudo o que nos envolve e todos aqueles que viajam connosco. Intuitivamente, todos nós sabemos o caminho. É um movimento tão natural como respirar. É tão inato como existir. Só temos de sentir para onde a vida nos leva. Alinhados na nossa rota, o mar abre-se para nos deixar passar, o céu rasga-se para nos deixar voar, sem perigos que não saibamos contornar, nem sabedoria que nos falte para chegar onde nos esperam...
http://www.youtube.com/watch?v=Bt3t4j6fYyo
Se os peixes sabem para onde nadar, se os pássaros sabem para onde voar, como podemos nós perder-nos? A vida é necessariamente este movimento que nos encaminha para algo melhor. A vida é esta sincronicidade perfeita com tudo o que nos envolve e todos aqueles que viajam connosco. Intuitivamente, todos nós sabemos o caminho. É um movimento tão natural como respirar. É tão inato como existir. Só temos de sentir para onde a vida nos leva. Alinhados na nossa rota, o mar abre-se para nos deixar passar, o céu rasga-se para nos deixar voar, sem perigos que não saibamos contornar, nem sabedoria que nos falte para chegar onde nos esperam...
http://www.youtube.com/watch?v=Bt3t4j6fYyo
Da loucura de viver
Se se sentissem deste mundo todos aqueles que por aqui andam, não haveria ninguém que ousasse dizer de onde vimos, para onde vamos. Crenças ou não, meras hipóteses ou loucuras, ninguém o sabe, mas esse é o exercício necessário de quem daqui não se sente, buscando o seu lugar fora daquilo que lhe é dado viver. Soa a loucura, efetivamente, essa não-pertença ao pó do caminho, esse olhar o céu sempre mais além, essa certeza no invisível e no indizível... mas porque são mais loucos estes do que todos os outros que se sentem pertença deste louco mundo?
Escrever com verdade
“Boa escrita é escrita da Verdade. Se um homem está a criar uma história, ela será verdadeira em termos proporcionais à quantidade de conhecimento de vida que ele tem e quão consciente ele é!"
Ernest Hemingway
Ernest Hemingway
Subscrever:
Mensagens (Atom)
