A análise do fractal abre-nos caminho a novas descobertas que nos permitem entender melhor o mundo, o universo e o próprio ser humano.
Há uma criatividade comum a todo o tipo de estruturas. E se essa semelhança for a resposta até para a nossa saúde?
Um bom exemplo retirado do site http://luzarcoiris.wordpress.com/2013/10/21/la-naturaleza-nos-habla-solo-hay-que-saber-escuchar/ :
As laranjas fazem bem aos olhos...
As nozes fazem bem ao cérebro...
Os morangos são bons alimentos para os dentes e para as gengivas...
O aipo fortalece os ossos...
Os figos favorecem a regulação do sistema reprodutor feminino...
A papaia favorece um bom trânsito intestinal...
O Ciclo da Vida
Com uma nova crónica "Mais Alentejo" a ganhar forma, partilho convosco a da edição anterior. Será que a Humanidade em geral e o Homem em particular evoluem num ciclo similar?
"O ciclo da vida
Costumo pensar que, na vida de cada um de nós, em particular, podemos ler um trajeto de evolução similar ao de todos nós, em geral. O Homem, enquanto espécie, nasceu, ergueu-se, descobriu os primeiros “brinquedos” e começou a tentar medir forças com as outras criaturas que estavam à sua volta. Vivia para si e por si, pela sua sobrevivência. Com medos. Sustos. Formas inocentes de ver o mundo e interpretações fantasiosas para explicar o que ainda não entendia.
Até que percebe que não está sozinho, nesta sua descoberta. Na idade da socialização, o Homem descobre que não precisa de medir constantemente forças com as outras criaturas. Ao invés, pode interagir com elas. Divertir-se. Colaborar. Construir em conjunto. O Homem começa então a formar comunidades. A funcionar em grupo e a dividir tarefas. Percebe que a inteligência lhe pode valer tanto ou mais do que a força, e que é importante que exista quem decida, quem lidere, quem planeie, quem coordene e quem obedeça. A competição pode ainda ser interna, mas se a comunidade funcionar, começa sim a competir com outras comunidades. E às vezes a competição é saudável mas outras não. Porque o Homem que antes queria ganhar sozinho, quer agora ganhar em grupo. Ter mais. Vencer. Conquistar. Dominar sobre os outros.
O Homem é agora um adolescente forte e apaixonado, cheio de garra, de sonhos e de ânsias de abraçar o mundo. Bélico, inconstante, ousado, inconsequente.
Até que a maturidade chega, com a idade, o fogo acalma e o Homem começa a medir as consequências. Já não se atira de cabeça na primeira aventura que lhe aparece. Preocupa-se mais em pôr a render o que tem. Fazer crescer. Se já não para os lados, para cima. Construir, fortalecer, enriquecer. O Homem torna-se um profissional e um pai de família. Cuida dos seus, acumula bens materiais, gera conforto, mas sacrifica-se. Sacrifica o seu tempo. Sacrifica a sua saúde. Sacrifica a natureza.
Até que uma maturidade ainda mais madura (talvez por ser a verdadeira) o faz parar e o Homem pergunta-se porque se sacrifica tanto e sacrifica o melhor que a vida lhe dá. Olha para trás e percebe o tanto que já perdeu, em lutas, em excessos, em sacrifícios. Procura soluções. Procura paz. Equilíbrio. Felicidade. Fecha o computador e volta a sair à rua. Sai da cidade e vai sentir o cheiro das flores do campo. Ou dar um mergulho numa praia deserta. Desliga o telemóvel e obriga o tempo a parar. Olha nos olhos dos olhos e abraça-os.
Creio que é aqui que o Homem, em geral, se encontra, no nosso país e um pouco por todo o mundo industrializado e consumista. Somos um Homem em busca de soluções que nos façam mais felizes. A perceber o que os excessos nos fizeram. A procurar formas de equilíbrio. A perceber que, num estilo de vida mais natural, mais próximo da natureza, mais tranquilo, mais verdadeiro com aquilo que somos, aproximamo-nos também mais de uma felicidade mais efetiva.
O que se seguirá com o Homem, em geral, só posso suspeitar, a partir daquilo que vejo no Homem individual. Aquele que, conseguindo encontrar o seu equilíbrio e a sua felicidade, a espalha à sua volta. Numa sociedade com um Homem equilibrado, feliz e em comunhão com aquele que é o seu lar natural, o planeta Terra, o Homem sente que já pode partir em paz. Como e para onde – pergunto-me em relação ao Homem individual mas também ao Homem geral - não sei. Mas estou em crer que um ciclo se fechará nesse momento, para que outro comece, porque sempre assim foi e sempre assim será, no particular e no geral...
Sara Rodi"
"O ciclo da vida
Costumo pensar que, na vida de cada um de nós, em particular, podemos ler um trajeto de evolução similar ao de todos nós, em geral. O Homem, enquanto espécie, nasceu, ergueu-se, descobriu os primeiros “brinquedos” e começou a tentar medir forças com as outras criaturas que estavam à sua volta. Vivia para si e por si, pela sua sobrevivência. Com medos. Sustos. Formas inocentes de ver o mundo e interpretações fantasiosas para explicar o que ainda não entendia.
Até que percebe que não está sozinho, nesta sua descoberta. Na idade da socialização, o Homem descobre que não precisa de medir constantemente forças com as outras criaturas. Ao invés, pode interagir com elas. Divertir-se. Colaborar. Construir em conjunto. O Homem começa então a formar comunidades. A funcionar em grupo e a dividir tarefas. Percebe que a inteligência lhe pode valer tanto ou mais do que a força, e que é importante que exista quem decida, quem lidere, quem planeie, quem coordene e quem obedeça. A competição pode ainda ser interna, mas se a comunidade funcionar, começa sim a competir com outras comunidades. E às vezes a competição é saudável mas outras não. Porque o Homem que antes queria ganhar sozinho, quer agora ganhar em grupo. Ter mais. Vencer. Conquistar. Dominar sobre os outros.
O Homem é agora um adolescente forte e apaixonado, cheio de garra, de sonhos e de ânsias de abraçar o mundo. Bélico, inconstante, ousado, inconsequente.
Até que a maturidade chega, com a idade, o fogo acalma e o Homem começa a medir as consequências. Já não se atira de cabeça na primeira aventura que lhe aparece. Preocupa-se mais em pôr a render o que tem. Fazer crescer. Se já não para os lados, para cima. Construir, fortalecer, enriquecer. O Homem torna-se um profissional e um pai de família. Cuida dos seus, acumula bens materiais, gera conforto, mas sacrifica-se. Sacrifica o seu tempo. Sacrifica a sua saúde. Sacrifica a natureza.
Até que uma maturidade ainda mais madura (talvez por ser a verdadeira) o faz parar e o Homem pergunta-se porque se sacrifica tanto e sacrifica o melhor que a vida lhe dá. Olha para trás e percebe o tanto que já perdeu, em lutas, em excessos, em sacrifícios. Procura soluções. Procura paz. Equilíbrio. Felicidade. Fecha o computador e volta a sair à rua. Sai da cidade e vai sentir o cheiro das flores do campo. Ou dar um mergulho numa praia deserta. Desliga o telemóvel e obriga o tempo a parar. Olha nos olhos dos olhos e abraça-os.
Creio que é aqui que o Homem, em geral, se encontra, no nosso país e um pouco por todo o mundo industrializado e consumista. Somos um Homem em busca de soluções que nos façam mais felizes. A perceber o que os excessos nos fizeram. A procurar formas de equilíbrio. A perceber que, num estilo de vida mais natural, mais próximo da natureza, mais tranquilo, mais verdadeiro com aquilo que somos, aproximamo-nos também mais de uma felicidade mais efetiva.
O que se seguirá com o Homem, em geral, só posso suspeitar, a partir daquilo que vejo no Homem individual. Aquele que, conseguindo encontrar o seu equilíbrio e a sua felicidade, a espalha à sua volta. Numa sociedade com um Homem equilibrado, feliz e em comunhão com aquele que é o seu lar natural, o planeta Terra, o Homem sente que já pode partir em paz. Como e para onde – pergunto-me em relação ao Homem individual mas também ao Homem geral - não sei. Mas estou em crer que um ciclo se fechará nesse momento, para que outro comece, porque sempre assim foi e sempre assim será, no particular e no geral...
Sara Rodi"
Fim
Sonho com uma terra em convulsão, que ruge debaixo dos nossos pés e se sacode no seu eixo, perdida, magoada, incapaz de fazer por nós quando há tanto não sabemos fazer por ela.
O sol cospe fogo, mais além. E a Terra não tem já forças para lutar contra o destino. Em vez de aliados, teve em nós os seus carrascos. E o seu grito de revolta é aquele que tantos já profetizaram, ao longo da nossa História. É o fim.
Acordo e grito também. Sacudo-me e sei que há algo que tem de ser feito. Algo que me persegue de baixo e de cima e de dentro ou de fora. Calço os ténis e corro. Fujo da noite, no medo do dia em que terei de fugir do dia. E prometo a mim mesma que farei o que tiver de ser feito para não ser o fim.
O sol cospe fogo, mais além. E a Terra não tem já forças para lutar contra o destino. Em vez de aliados, teve em nós os seus carrascos. E o seu grito de revolta é aquele que tantos já profetizaram, ao longo da nossa História. É o fim.
Acordo e grito também. Sacudo-me e sei que há algo que tem de ser feito. Algo que me persegue de baixo e de cima e de dentro ou de fora. Calço os ténis e corro. Fujo da noite, no medo do dia em que terei de fugir do dia. E prometo a mim mesma que farei o que tiver de ser feito para não ser o fim.
Toureiros da ilusão
Toureio o ego na certeza de que o melhor de mim está na minha vitória. Não quero matá-lo. Quero provar-lhe que sou mais forte do que ele. Não quero magoá-lo. Quero provar-lhe que sou pequeno, perante ele, mas sei defender-me dos seus ataques.
Toureio o ego, confiante, e a vitória traz-me palmas. Flores e beijos. Êxtase. E, embriagado no barulho da glória, volto a encher-me de mim mesmo, até uma nova luta contra tudo aquilo de que me enchi.
Sou, na verdade, um toureiro cego na mais clara das evidências. Porque o ego só me ataca se eu me vestir de vermelho e gritar por ele. Só tenho necessidade de combater o meu ego se propositadamente nos levar para a arena onde todos esperam que um de nós vença. É longe de tudo isso, das palmas, da arena, do público e da glória ou frustração, que o Homem e o ego podem conviver sem necessidade de se enfrentar. Sem a urgência de um vencedor, longe de uma arena que o Homem construiu, na louca crença de que a vida é competição e somente isso aqui nos segura todos os dias.
Atroz engano, esse que nos venderam. Ilusão vazia. Porque a vida não é competir. E a felicidade não precisa de ser a luta sanguinária numa arena viciada. A felicidade pode passar, simplesmente, por descobrir, fora da arena, o que nos preenche...
Toureio o ego, confiante, e a vitória traz-me palmas. Flores e beijos. Êxtase. E, embriagado no barulho da glória, volto a encher-me de mim mesmo, até uma nova luta contra tudo aquilo de que me enchi.
Sou, na verdade, um toureiro cego na mais clara das evidências. Porque o ego só me ataca se eu me vestir de vermelho e gritar por ele. Só tenho necessidade de combater o meu ego se propositadamente nos levar para a arena onde todos esperam que um de nós vença. É longe de tudo isso, das palmas, da arena, do público e da glória ou frustração, que o Homem e o ego podem conviver sem necessidade de se enfrentar. Sem a urgência de um vencedor, longe de uma arena que o Homem construiu, na louca crença de que a vida é competição e somente isso aqui nos segura todos os dias.
Atroz engano, esse que nos venderam. Ilusão vazia. Porque a vida não é competir. E a felicidade não precisa de ser a luta sanguinária numa arena viciada. A felicidade pode passar, simplesmente, por descobrir, fora da arena, o que nos preenche...
1 de novembro de 1755
1 de novembro de 1755
“O desespero é feito de inércia. Paralisa os gestos. Estagna o pensamento. E absolutamente nada de nada, naquele momento, podia valer à ausência de esperança, à certeza de que chegara o fim do mundo. Ou, pelo menos, o fim do mundo de cada um de nós, porque a sobrevivência, depois de um terramoto tão devastador, não parecia chegar nem para consolo dos vivos.”
("D. Teresa de Távora – A Amante do Rei”)
“O desespero é feito de inércia. Paralisa os gestos. Estagna o pensamento. E absolutamente nada de nada, naquele momento, podia valer à ausência de esperança, à certeza de que chegara o fim do mundo. Ou, pelo menos, o fim do mundo de cada um de nós, porque a sobrevivência, depois de um terramoto tão devastador, não parecia chegar nem para consolo dos vivos.”
("D. Teresa de Távora – A Amante do Rei”)
A força da parábola
O conhecimento tende para a complexificação, movido, tantas vezes, pela absurda vontade de fazer o outro sentir-se ignorante. A verdade é que só a simplificação do conhecimento, ao permitir que ele se ramifique e floresça, noutros campos, pode operar uma transformação global. A tendência para o discurso hermético é, por isso, absurda na sua essência. Quem tem verdadeiramente algo para transmitir, deveria esforçar-se por se fazer entender. O que pode ser mais transformador do que uma simples parábola?
A profecia de uma nova era
"Há mais de cem anos Bahá'u'lláh proclamou que a unidade da humanidade seria conseguida em etapas evolutivas repletas de lutas, caos e desordens. (...) Bahá'u'lláh ensinou que a próxima etapa nesta evolução social é a organização da sociedade humana como uma civilização planetária que será caracterizada pelo aparecimento de uma comunidade, a consciência de uma cidadania mundial..."
Ervin László
Ervin László
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