A música é desde sempre companheira do homem. Aprendemos a escutá-la na natureza e a reproduzi-la à nossa imagem, adicionando-lhe palavras, sentimento, dinâmica, vida das mais variadas formas, espelho da nossa evolução e cultura.
Para Pitágoras, a música era um símbolo de harmonia do cosmos, e para nós, homens, um meio de alcançar o equilíbrio interno. A ciência parece hoje confirmar que a música interfere connosco de múltiplas formas. Pode condicionar-nos ou pode ser transformadora, se escolhermos aquela que nos toca de forma especial.
Escolher a banda sonora para o nosso dia-a-dia não é assim uma perca de tempo. Pode ser até quanto baste para reescrever de forma mais positiva um importante capítulo da nossa história...
Ser criança
Sempre que vejo uma criança brincar, pergunto-me se o verdadeiro desafio é ajudá-la a adaptar-se a este mundo ou, pelo contrário, transformar este mundo de forma a que consigamos viver nele como crianças...
Hoje sabemos que um dos segredos da felicidade é recuperar aquilo que, na infância, fazia de nós crianças felizes: a forma inocente de olhar o mundo, a capacidade de ver o lado bom das coisas, de se relacionar sem preconceitos, de viver o presente, de fugir da realidade, de criar sem limites... Contrariar na infância aquilo que um dia mais tarde pode ser a nossa bóia de salvação, é um contrassenso, um desperdício de tempo e energia.
Crescer não deveria ser deixar de ser criança. Crescer deveria ser potenciar todas as ferramentas inatas com que nascemos, adicionando-lhes responsabilidade, inteligência relacional, uma visão macro do mundo e, complementarmente (nunca exclusivamente) conhecimento sobre aquilo que nos rodeia, para que possamos perceber em que área queremos intervir e com que propósito, para o bem-comum.
Um Feliz Dia da Criança para todas as Crianças, dos 0 aos 120!
Hoje sabemos que um dos segredos da felicidade é recuperar aquilo que, na infância, fazia de nós crianças felizes: a forma inocente de olhar o mundo, a capacidade de ver o lado bom das coisas, de se relacionar sem preconceitos, de viver o presente, de fugir da realidade, de criar sem limites... Contrariar na infância aquilo que um dia mais tarde pode ser a nossa bóia de salvação, é um contrassenso, um desperdício de tempo e energia.
Crescer não deveria ser deixar de ser criança. Crescer deveria ser potenciar todas as ferramentas inatas com que nascemos, adicionando-lhes responsabilidade, inteligência relacional, uma visão macro do mundo e, complementarmente (nunca exclusivamente) conhecimento sobre aquilo que nos rodeia, para que possamos perceber em que área queremos intervir e com que propósito, para o bem-comum.
Um Feliz Dia da Criança para todas as Crianças, dos 0 aos 120!
Cada gesto importa
Em 2003 conheci em Taizé um jovem da Bósnia, marcado pelos violentos confrontos que afetavam a sua comunidade. Ouvi os seus relatos impressionantes, tão longe de compreender como podiam eles ser reais, no mesmo mundo que a mim me fazia tão feliz. E ele disse-me:
- Sabes, Sara, tu só consegues sorrir assim porque não sabes o que é a guerra.
Nesse momento o meu sorriso desfez-se e senti que não tinha mais o direito de sorrir como sorria, perante o sofrimento daqueles que me cercavam.
- Não, Sara. Não te digo isto para parares de sorrir. Não pares, por favor... Enquanto sorris, ajudas-me a esquecer...
Tantas vezes nos sentimos impotentes perante aquilo que não conseguimos mudar. Mas cada gesto nosso, cada abraço que damos e cada sorriso que soltamos, pode ser quanto baste para que o mundo se torne num lugar melhor...
- Sabes, Sara, tu só consegues sorrir assim porque não sabes o que é a guerra.
Nesse momento o meu sorriso desfez-se e senti que não tinha mais o direito de sorrir como sorria, perante o sofrimento daqueles que me cercavam.
- Não, Sara. Não te digo isto para parares de sorrir. Não pares, por favor... Enquanto sorris, ajudas-me a esquecer...
Tantas vezes nos sentimos impotentes perante aquilo que não conseguimos mudar. Mas cada gesto nosso, cada abraço que damos e cada sorriso que soltamos, pode ser quanto baste para que o mundo se torne num lugar melhor...
A ferida que não sara
Todos nós, uma vez que na vida, ainda que apenas em sonhos, deveríamos ser apanhados pelo fundilho das calças e pendurados num qualquer planeta lá fora. De lá, seríamos obrigados a olhar a minúscula Terra, planeta azul cada dia mais doente, onde pequenas criaturas se matam, se destroem e destroem o seu habitat em nome de poder e de riqueza.
Todos nós, uma vez na vida que fosse, deveríamos sentir-nos o Universo, e doer-nos a Terra como uma ferida que não sara.
Todos nós, uma vez na vida que fosse, deveríamos sentir-nos o Universo, e doer-nos a Terra como uma ferida que não sara.
O Livro da Vida
Olhar a nossa vida como uma história é compreender que todos aqueles que nos rodeiam têm também uma história por viver. Todos têm os seus próprios desafios por superar, as suas lutas internas e os seus obstáculos externos.
Às vezes tendemos a pensar que só a nossa história existe e todos devem contribuir para ela. Outras vezes tendemos a contribuir para todas as histórias que nos surgem o caminho, sem cuidar da nossa própria história.
Todas as histórias são válidas e têm percursos autónomos. Quando se cruzam é porque há algo para aprender e algo para ensinar. Julgar os outros é simplesmente descurar o poder do grande livro da Vida...
Às vezes tendemos a pensar que só a nossa história existe e todos devem contribuir para ela. Outras vezes tendemos a contribuir para todas as histórias que nos surgem o caminho, sem cuidar da nossa própria história.
Todas as histórias são válidas e têm percursos autónomos. Quando se cruzam é porque há algo para aprender e algo para ensinar. Julgar os outros é simplesmente descurar o poder do grande livro da Vida...
Autoconsciência coletiva
O nosso percurso individual e o nosso percurso enquanto espécie correm em paralelo. Enquanto espécie, é chegado o momento da autoconsciência coletiva (até por razões de sobrevivência). Individualmente, em que patamar nos encontramos?
"É neste sentido que não poucos cientistas (A. Goswami, D. Bohm, B. Swimme, Bateson e outros) falam do universo autoconsciente e de um propósito que é perseguido pelo conjuntos das energias em ação. Não há como negar esse percurso: das energias primordiais passamos à matéria, da matéria à complexidade, da complexidade à vida e da vida à consciência, da consciência à autoconsciência individual e da autoconsciência individual à autoconsciência coletiva, aqulo que Teilhard de Chardin chamava de noosfera pela qual nos sentimos uma mente coletiva."
(Leonardo Boff)
"É neste sentido que não poucos cientistas (A. Goswami, D. Bohm, B. Swimme, Bateson e outros) falam do universo autoconsciente e de um propósito que é perseguido pelo conjuntos das energias em ação. Não há como negar esse percurso: das energias primordiais passamos à matéria, da matéria à complexidade, da complexidade à vida e da vida à consciência, da consciência à autoconsciência individual e da autoconsciência individual à autoconsciência coletiva, aqulo que Teilhard de Chardin chamava de noosfera pela qual nos sentimos uma mente coletiva."
(Leonardo Boff)
Subscrever:
Mensagens (Atom)




