Pergunto-me muitas vezes porque escrevo, se a vida nos oferece tantas outras formas de a vivermos. Mais úteis, mais saudáveis, mais felizes, não fosse viver sem escrever saber-me a culpa. A dever não cumprido. Faço-o por um não saber porquê que se multiplica em desculpas sem fundamento, não havendo, na verdade, fundamento algum para um é como é. Aceito. Penalizo-me se o recuso. E não me falem do já possa ter feito até então, porque de nada me importa. Às costas, carregarei sempre, quer queira quer não, o peso dos livros que ainda não escrevi...
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A escrita impõe-se-me num namoro demorado. Às vezes amo-a, às vezes cansa-me. Às vezes parto, às vezes vejo-a partir. Mas reencontramo-nos sempre num abraço eterno, num êxtase transcendente. Porque sim, porque não, não há explicação. Eu sou ela, ela sou eu, profecia ou acidente
Fernando Pessoa... sempre!
"Regresso a mim. Alguns anos andei viajando a colher maneiras-de-sentir. Agora tendo visto tudo e sentido tudo, tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito e trabalhar, quanto possa e em tudo quanto possa, para o progresso da civilização e o alargamento da consciência da humanidade. Oxalá me não desvie isto o meu perigoso feitio demasiado unilateral, adaptável a tudo, sempre alheio a si próprio e sem nexo dentro de si."
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
Da Vida dos Gatos
Nas minhas pernas moram gatos
que se lavam das travessuras
e adormecem sem agruras
São como gente sem ser gente
Talvez por isso melhores que muita gente
E quando aparecem sem avisar
parecem saber sempre do nosso precisar
Enroscam-se em busca de calor
Mas um gato só habita onde houver amor
Senão vai à vida, buscar outra casa
Outras pernas, outro cobertor,
Nessa liberdade que é a vida
Há sempre outro alguém a quem pedir comida
Pudesse a vida adormecer-me como um gato tranquilo
Esquecendo o tempo, esquecendo o destino
E as palavras enlevarem-me nos seus bigodes
Fechando-me os olhinhos inocentes
Dorme, bichaninho, até que o sol regresse
A vida é esse instante que hoje e sempre nos acontece.
A criação do mundo
Inversão do relato da criação por Jorg Zink
“ No princípio, Deus criou o céu e a terra.
Depois de muitos milhões de anos, o homem criou
Coragem e resolveu assumir o comando do mundo e do futuro. Então, começaram os sete últimos dias da história...
Na manhã do primeiro dia,
O homem resolveu não ser mais a imagem de um Deus, Mas ser simplesmente homem.
E, como devia acreditar em alguma coisa,
Acreditou em liberdade e felicidade,
Em bolsa de valores e progresso,
Em planeamento e desenvolvimento
E especialmente em segurança.
Sim, a segurança era a base.
Disparou satélites perscrutadores
E preparou foguetes carregados de bombas atómicas. E foi a tarde e a manhã do primeiro dia.
No segundo dia dos últimos tempos, Morreram os peixes dos rios Poluídos pelos dejectos industriais; E morreram os peixes do mar
Pelo vazamento dos grandes petroleiros
E pelo depósito do fundo dos oceanos;
Os depósitos eram radioactivos,
Morreram os pássaros do céu
Impregnados de gases venenosos-inversão térmica. Morreram os animais que atravessavam incautos As grandes auto-estradas,
Envenenados pelas descargas plúmbeas
Do trânsito infernal.
Mas morreram também os cachorrinhos de estimação Pelo excesso de tinta que avermelhava as línguas. Foi a tarde e a manhã do segundo dia.
No terceiro dia,
Secou a erva dos campos,
A folhagem das árvores
O musgo nos rochedos
E as flores nos jardins.
Porque o homem resolveu controlar as estações Segundo um plano bem exacto;
Só que houve um pequeno erro
No computador da chuva,
E até que descobrissem o defeito,
Secaram-se os mananciais
E os barcos que singravam os rios festivos Encalharam nos leitos ressequidos.
E foi a tarde e a manhã do terceiro dia.
No quarto dia,
Morreram quatro dos cinco biliões de homens;
Uns contaminados por vírus cultivados em provetas eruditas, Outros por esquecimento imperdoável
De fechar os depósitos bacteriológicos,
Preparados para a guerra seguinte;
Outros ainda morreram de fome
Porque alguém não se lembrava mais
Onde escondera a chave dos depósitos de cereal;
E amaldiçoaram a Deus:
se Ele era bom porque permitia tantos males?
E foi a tarde e a manhã do quarto dia.
No quinto dia,
Os últimos homens resolveram accionar o botão vermelho,
Porque se sentiam ameaçados.
O fogo envolveu o planeta,
As montanhas fumegaram, os mares evaporaram.
Nas cidades, os esqueletos de cimento armado
Ficaram negros, lançando fumo das órbitas abertas.
E os anjos do céu assistiram espantados
Como o planeta azul se tornou da cor do fogo,
Depois cobriu-se de um castanho sujo e finalmente ficou cor de cinza Eles interromperam os seus cantos durante alguns dez minutos,
E foi a tarde e a manhã do quinto dia.
No sexto dia,
Apagou-se a luz,
Poeira e cinza encobriam o sol a lua e as estrelas. E a última barata que tinha escapado
Num abrigo anti-atómico
Morreu por excesso de calor.
E foi a tarde e a manhã do sexto dia.
No sétimo dia,
Havia sossego, até que enfim!
A terra estava informa e vazia,
As trevas cobriam o abismo
E o espírito do homem pairava sobre o caos.
Mas no fundo do inferno
Comentava-se a história fascinante
Do homem que assumira os comandos do mundo, E gargalhadas estrondosas
Ecoaram até aos coros dos anjos.
Meus senhores, nada impede que o homem vá até
Ao fim das suas possibilidades; mas resta ainda uma esperança, Que o mundo e com ele, o homem e o seu futuro,
Estejam nas mãos de um Outro.....”
In Do eu solitário ao nós solidário, Verso da Kapa, 2011.
“ No princípio, Deus criou o céu e a terra.
Depois de muitos milhões de anos, o homem criou
Coragem e resolveu assumir o comando do mundo e do futuro. Então, começaram os sete últimos dias da história...
Na manhã do primeiro dia,
O homem resolveu não ser mais a imagem de um Deus, Mas ser simplesmente homem.
E, como devia acreditar em alguma coisa,
Acreditou em liberdade e felicidade,
Em bolsa de valores e progresso,
Em planeamento e desenvolvimento
E especialmente em segurança.
Sim, a segurança era a base.
Disparou satélites perscrutadores
E preparou foguetes carregados de bombas atómicas. E foi a tarde e a manhã do primeiro dia.
No segundo dia dos últimos tempos, Morreram os peixes dos rios Poluídos pelos dejectos industriais; E morreram os peixes do mar
Pelo vazamento dos grandes petroleiros
E pelo depósito do fundo dos oceanos;
Os depósitos eram radioactivos,
Morreram os pássaros do céu
Impregnados de gases venenosos-inversão térmica. Morreram os animais que atravessavam incautos As grandes auto-estradas,
Envenenados pelas descargas plúmbeas
Do trânsito infernal.
Mas morreram também os cachorrinhos de estimação Pelo excesso de tinta que avermelhava as línguas. Foi a tarde e a manhã do segundo dia.
No terceiro dia,
Secou a erva dos campos,
A folhagem das árvores
O musgo nos rochedos
E as flores nos jardins.
Porque o homem resolveu controlar as estações Segundo um plano bem exacto;
Só que houve um pequeno erro
No computador da chuva,
E até que descobrissem o defeito,
Secaram-se os mananciais
E os barcos que singravam os rios festivos Encalharam nos leitos ressequidos.
E foi a tarde e a manhã do terceiro dia.
No quarto dia,
Morreram quatro dos cinco biliões de homens;
Uns contaminados por vírus cultivados em provetas eruditas, Outros por esquecimento imperdoável
De fechar os depósitos bacteriológicos,
Preparados para a guerra seguinte;
Outros ainda morreram de fome
Porque alguém não se lembrava mais
Onde escondera a chave dos depósitos de cereal;
E amaldiçoaram a Deus:
se Ele era bom porque permitia tantos males?
E foi a tarde e a manhã do quarto dia.
No quinto dia,
Os últimos homens resolveram accionar o botão vermelho,
Porque se sentiam ameaçados.
O fogo envolveu o planeta,
As montanhas fumegaram, os mares evaporaram.
Nas cidades, os esqueletos de cimento armado
Ficaram negros, lançando fumo das órbitas abertas.
E os anjos do céu assistiram espantados
Como o planeta azul se tornou da cor do fogo,
Depois cobriu-se de um castanho sujo e finalmente ficou cor de cinza Eles interromperam os seus cantos durante alguns dez minutos,
E foi a tarde e a manhã do quinto dia.
No sexto dia,
Apagou-se a luz,
Poeira e cinza encobriam o sol a lua e as estrelas. E a última barata que tinha escapado
Num abrigo anti-atómico
Morreu por excesso de calor.
E foi a tarde e a manhã do sexto dia.
No sétimo dia,
Havia sossego, até que enfim!
A terra estava informa e vazia,
As trevas cobriam o abismo
E o espírito do homem pairava sobre o caos.
Mas no fundo do inferno
Comentava-se a história fascinante
Do homem que assumira os comandos do mundo, E gargalhadas estrondosas
Ecoaram até aos coros dos anjos.
Meus senhores, nada impede que o homem vá até
Ao fim das suas possibilidades; mas resta ainda uma esperança, Que o mundo e com ele, o homem e o seu futuro,
Estejam nas mãos de um Outro.....”
In Do eu solitário ao nós solidário, Verso da Kapa, 2011.
Os versos de Ouro de Pitágoras
Os versos de ouro de Pitágoras
(por Lysis, discípulo de Pitágoras)
PREPARAÇÃO
Aos Deuses Imortais, sagrado culto rende.
Resguarda o coração. Tua convicção defende.
Aos Sábios e aos Heróis, presta fervoroso preito.
PURIFICAÇÃO
Sê bom filho e bom pai, justo irmão, terno esposo.
Elege amigo teu o que, em virtude, prima;
Vive como ele vive e dele te aproxima.
Os conselhos lhe escutai; e, se te aconselhando
O teu amigo for um dia menos brando,
Perdão! Que sobre fiel vontade – Ó lei severa! -
A fortuna fatal às vezes prepondera.
Dominar as paixões é dom que te pertence:
Tuas loucas paixões subjuga e doma e vence.
Sê casto, sóbrio e ativo. A cólera, o semblante
Nunca te ensombre, nunca o mal te seja aceito.
Em público ou sozinho, e como a um semelhante,
A ti mesmo, tributa o devido respeito.
Na palavra e na ação, sê justo e sê prudente.
Vive, — mas, não te saia a morte da lembrança;
Nem te esqueça, jamais, de que o homem, facilmente,
Perde as honras e os bens que, facilmente, alcança.
Se os males que o destino acarreta, à porfia,
Nem podes mitigar, — Não blasfeme o teu lábio;
Suporta-os, com prudência, e nos Deuses confia,
Que aos Deuses praz valer do que a usa, como Sábio.
Adeptos, o erro os tem, como a verdade bela:
O sábio adverte, austero, ou aconselha, amigo;
Mas, se o erro vil domina, — ele recua e vela.
Grava, no imo do peito, as palavras que eu digo:
Não tenhas prevenção alguma: todavia,
Os atos, de outrem, pesa e a ti mesmo te guia;
Pois que, nem todos são exemplos e ensinamento.
Só do insensato é agir sem fim, razão nem tento.
Contempla, no presente, o futuro e o passado.
Faze, apenas, aquilo em que fores versado.
Instrui-te com vagar, aprende com paciência:
Do tempo e da constância é que vem a sapiência.
Poupa a saúde, que ela é um tesouro precioso:
Ao teu corpo, alimento; à tua alma, repouso.
Usa moderação, porque, inda mais nocivo
Do que a falta — resulta, às vezes, o excessivo.
Não pratiques o luxo e a avareza, também,
Pois só no meio termo é que consiste o Bem.
PERFEIÇÃO
Assim que o sol te acorde e calmo te levantes,
Julga tuas ações, como severo juiz;
E ao sono não te dês, sem perguntares, antes:
— Hoje, em que pensei eu? E que foi que hoje fiz?
Fizeste o bem? — Persiste! O mal fizeste? — Abstem-te.
Ama o conselho meu; medita o que ele ensina.
Si o amares — Eu te juro — e o seguires, fielmente,
Poderás atingir a Virtude Divina.
Eu te juro por quem o augusto emblema grava
A Tetractys, tétrade sagrada – em nosso coração.
Mas, primeiro é mister do seu dever escravo,
Dos deuses a alma invoque, ardendo em devoção.
Sob o influxo divino, as obras que empreenderes
Terminarás em paz, fugindo ao engano rude.
E perscrutando a essência aos diferentes seres,
Tu, o princípio e o fim conhecerás, de tudo.
Verás que a Natureza — o Céu há de mostrar-te —
É, em tudo, semelhante e a mesma em toda a parte.
Conhecendo-te a ti, senhor do teu direito,
Vibrará, sem paixões, teu coração, no peito.
Homem! Verás que são frutos próprios do homem
A mágoa que o atormenta e os males que o consomem;
Porque a origem do gozo, a fonte da ventura
Que, em si mesmo possui — além de si, procura.
Bem poucos, sabem ser felizes: Compelidos pelos
Desejos maus, joguetes dos sentidos,
Como barcos, em mar sem fim, por entre pélagos [abismos],
Assim os homens vão, desnorteados e cegos.
Deuses! Quisésseis vós valer-lhes de onde estais.
“Discerne por ti mesmo, o bem e o mal. Conforto
E auxílio te dará a natureza exemplar.
Homem sábio e feliz, o entresonhado porto,
Se cumpres minhas leis, um dia hás de alcançar.
Evita o que perturba a mente e o que a alma esmaga,
Aprimora a razão, esmera os valores teus;
E transpondo, enfim, a prefulgente plaga,
Tu, entre os imortais, serás também um Deus”
(por Lysis, discípulo de Pitágoras)
PREPARAÇÃO
Aos Deuses Imortais, sagrado culto rende.
Resguarda o coração. Tua convicção defende.
Aos Sábios e aos Heróis, presta fervoroso preito.
PURIFICAÇÃO
Sê bom filho e bom pai, justo irmão, terno esposo.
Elege amigo teu o que, em virtude, prima;
Vive como ele vive e dele te aproxima.
Os conselhos lhe escutai; e, se te aconselhando
O teu amigo for um dia menos brando,
Perdão! Que sobre fiel vontade – Ó lei severa! -
A fortuna fatal às vezes prepondera.
Dominar as paixões é dom que te pertence:
Tuas loucas paixões subjuga e doma e vence.
Sê casto, sóbrio e ativo. A cólera, o semblante
Nunca te ensombre, nunca o mal te seja aceito.
Em público ou sozinho, e como a um semelhante,
A ti mesmo, tributa o devido respeito.
Na palavra e na ação, sê justo e sê prudente.
Vive, — mas, não te saia a morte da lembrança;
Nem te esqueça, jamais, de que o homem, facilmente,
Perde as honras e os bens que, facilmente, alcança.
Se os males que o destino acarreta, à porfia,
Nem podes mitigar, — Não blasfeme o teu lábio;
Suporta-os, com prudência, e nos Deuses confia,
Que aos Deuses praz valer do que a usa, como Sábio.
Adeptos, o erro os tem, como a verdade bela:
O sábio adverte, austero, ou aconselha, amigo;
Mas, se o erro vil domina, — ele recua e vela.
Grava, no imo do peito, as palavras que eu digo:
Não tenhas prevenção alguma: todavia,
Os atos, de outrem, pesa e a ti mesmo te guia;
Pois que, nem todos são exemplos e ensinamento.
Só do insensato é agir sem fim, razão nem tento.
Contempla, no presente, o futuro e o passado.
Faze, apenas, aquilo em que fores versado.
Instrui-te com vagar, aprende com paciência:
Do tempo e da constância é que vem a sapiência.
Poupa a saúde, que ela é um tesouro precioso:
Ao teu corpo, alimento; à tua alma, repouso.
Usa moderação, porque, inda mais nocivo
Do que a falta — resulta, às vezes, o excessivo.
Não pratiques o luxo e a avareza, também,
Pois só no meio termo é que consiste o Bem.
PERFEIÇÃO
Assim que o sol te acorde e calmo te levantes,
Julga tuas ações, como severo juiz;
E ao sono não te dês, sem perguntares, antes:
— Hoje, em que pensei eu? E que foi que hoje fiz?
Fizeste o bem? — Persiste! O mal fizeste? — Abstem-te.
Ama o conselho meu; medita o que ele ensina.
Si o amares — Eu te juro — e o seguires, fielmente,
Poderás atingir a Virtude Divina.
Eu te juro por quem o augusto emblema grava
A Tetractys, tétrade sagrada – em nosso coração.
Mas, primeiro é mister do seu dever escravo,
Dos deuses a alma invoque, ardendo em devoção.
Sob o influxo divino, as obras que empreenderes
Terminarás em paz, fugindo ao engano rude.
E perscrutando a essência aos diferentes seres,
Tu, o princípio e o fim conhecerás, de tudo.
Verás que a Natureza — o Céu há de mostrar-te —
É, em tudo, semelhante e a mesma em toda a parte.
Conhecendo-te a ti, senhor do teu direito,
Vibrará, sem paixões, teu coração, no peito.
Homem! Verás que são frutos próprios do homem
A mágoa que o atormenta e os males que o consomem;
Porque a origem do gozo, a fonte da ventura
Que, em si mesmo possui — além de si, procura.
Bem poucos, sabem ser felizes: Compelidos pelos
Desejos maus, joguetes dos sentidos,
Como barcos, em mar sem fim, por entre pélagos [abismos],
Assim os homens vão, desnorteados e cegos.
Deuses! Quisésseis vós valer-lhes de onde estais.
“Discerne por ti mesmo, o bem e o mal. Conforto
E auxílio te dará a natureza exemplar.
Homem sábio e feliz, o entresonhado porto,
Se cumpres minhas leis, um dia hás de alcançar.
Evita o que perturba a mente e o que a alma esmaga,
Aprimora a razão, esmera os valores teus;
E transpondo, enfim, a prefulgente plaga,
Tu, entre os imortais, serás também um Deus”
Do verdadeiro sucesso
Fruto do contexto histórico em que nascemos, muitos de nós cresceram na crença de que a única meta era o sucesso. A realização profissional e a riqueza material. Responsável por muita da competição sem limites e da sede de poder a que assistimos neste mundo, esta crença tem gerado também frustrações, ansiedade, descrença generalizada.
Será mesmo a vida um teste à nossa capacidade de sucesso?
Precisará mesmo o mundo de tantas pessoas bem-sucedidas?
E se o verdadeiro sucesso não fosse nada daquilo que nos disseram que seria?
Será mesmo a vida um teste à nossa capacidade de sucesso?
Precisará mesmo o mundo de tantas pessoas bem-sucedidas?
E se o verdadeiro sucesso não fosse nada daquilo que nos disseram que seria?
Do questionamento
A minha secretária encheu-se de livros estranhos. De palavras inquietantes de Homens que quiseram questionar o mundo e as verdades instaladas. De cientistas a filósofos, poetas ou simples e extraordinários pensadores do caminho, todos colocaram, à sua forma, o dedo na ferida. E disseram, à sua forma também, que não há "cura" sem questionamento. É ele que abre a fenda de onde poderá jorrar a nossa grande e profunda verdade interior.
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