Sobre a urgência de refundir a moral...
"Como somos seres sociais, não vivemos mas convivemos, precisamos da colaboração de todos para que o cuidado e a responsabilidade se tornem forças plasmadores do ser humano. Quando nossos ancestrais antropoides iam em busca de alimento, não o comiam logo como fazem, geralmente, os animais. Colhiam-no e o levavam ao grupo e cooperativa e solidariemanete comiam juntos, começando pelos mais jovens e os idosos e em seguida os demais. Foi essa cooperação que nos permitiu dar o salto da animalidade para a humanidade. O que foi verdadeiro ontem, continua sendo verdadeiro também hoje. É o que mais nos falta no mundo que se rege mais pela competição do que pela cooperação. Por isso somos insensíveis face ao sofrimento de milhões e mihões de pessoas e deixamos de cuidar e de nos responsabilizar pelo futuro comum, de nossa espécie e da vida no planeta Terra.
Importa reinventar esse consenso mínimo ao redor desses princípios e valores se quisermos garantir nossa sobrevivência e de nossa civilização."
(Leonardo Boff)
http://leonardoboff.wordpress.com/2014/10/27/a-urgencia-de-refundar-a-etica-e-a-moral/
Do silêncio
Calem-se!
Calem-se todos, por favor...
Deixem-me ouvir o sossego da noite
A paz do vento forte nas copas das árvores
O silêncio dos pássaros que piam na escuridão
A tranquilidade das águas que batem com força na areia da praia...
E até os lobos da montanha uivando lá longe... que silêncio me trazem!
Carros, televisão, aviões, e gente, tanta gente que não se cala só por não ter nada por dizer...
Calem-se!
Calem-se todos, por favor...
Quero a vida de volta
A das árvores, dos rios, dos pássaros, das águas e dos lobos
A de tudo o que existe no barulho natural da existência
Só porque sim!
Sem os gritos do ego
O barulho da distração
Sem esse apito ininterrupto da tentação
Calem!
Calem-se todos, por favor...
Ou a terra vos engolirá para que não gritem mais.
Do silêncio vieste, ao silêncio tornarás
Porque a paz é eterna. Só tu vens, só tu vais...
Calem-se todos, por favor...
Deixem-me ouvir o sossego da noite
A paz do vento forte nas copas das árvores
O silêncio dos pássaros que piam na escuridão
A tranquilidade das águas que batem com força na areia da praia...
E até os lobos da montanha uivando lá longe... que silêncio me trazem!
Carros, televisão, aviões, e gente, tanta gente que não se cala só por não ter nada por dizer...
Calem-se!
Calem-se todos, por favor...
Quero a vida de volta
A das árvores, dos rios, dos pássaros, das águas e dos lobos
A de tudo o que existe no barulho natural da existência
Só porque sim!
Sem os gritos do ego
O barulho da distração
Sem esse apito ininterrupto da tentação
Calem!
Calem-se todos, por favor...
Ou a terra vos engolirá para que não gritem mais.
Do silêncio vieste, ao silêncio tornarás
Porque a paz é eterna. Só tu vens, só tu vais...
Do 8 e das suas metades
A metade de um 8 - cortado verticalmente - não é um 4, é um 3.
Dar apenas uma parte de nós, enfraquece-nos.
Somos um ser inteiro, com talentos e possibilidades. Se, por vergonha, medo de falhar, medo de brilhar, nos entregarmos à vida pela metade, nem uma metade seremos...
Dar apenas uma parte de nós, enfraquece-nos.
Somos um ser inteiro, com talentos e possibilidades. Se, por vergonha, medo de falhar, medo de brilhar, nos entregarmos à vida pela metade, nem uma metade seremos...
Do escrever
Escrevo o que sinto, não para que tu o sintas.
Escrevo-o, porque tu o sentes também.
E assim a escrita é esse palavrizar que nos une a todos, naquilo que, para além de todas as diferenças, somos comoventemente em comum...
Escrevo-o, porque tu o sentes também.
E assim a escrita é esse palavrizar que nos une a todos, naquilo que, para além de todas as diferenças, somos comoventemente em comum...
Gatos, vocês o que são?
Onde quer que eu escreva, sempre por perto, a velarem-me as palavras...
Abro-lhes a janela e grito "vão"! Quantos telhados por galgar, quantas aventuras por descobrir...
Mas ficam, quais poetas do sono, embalados nas aventuras da minha imaginação.
Um dia, deixo-vos as palavras e fujo eu para o telhado. Ou então adormeço aos vossos pés, enquanto vos oiço, teclando aqui e ali, experimentar vidas, desfiar a emoção.
Gatos... agora a sério... Vocês o que são?
Abro-lhes a janela e grito "vão"! Quantos telhados por galgar, quantas aventuras por descobrir...
Mas ficam, quais poetas do sono, embalados nas aventuras da minha imaginação.
Um dia, deixo-vos as palavras e fujo eu para o telhado. Ou então adormeço aos vossos pés, enquanto vos oiço, teclando aqui e ali, experimentar vidas, desfiar a emoção.
Gatos... agora a sério... Vocês o que são?
Do antropocentrismo
O antropocentrismo desmistifica-se à medida que conhecemos as nossas barreiras temporais e geográficas.
Se o universo existisse para servir o Homem, porque teria ele nascido há 13,7 mil milhões de anos, se o Homem apareceu apenas há 1,8 milhões?
E para quê um universo tão grande, para uma espécie que apenas sabia, na sua génese, caminhar sobre a Terra?
A Terra e todas as suas criaturas, o Universo e todas as suas criaturas, não existem apenas para satisfazer as necessidades do Homem. Pelo contrário, quanto mais o Homem se sentir parte do Todo, na humildade da sua existência, mais próximo se sentirá do verdadeiro propósito de Viver.
Se o universo existisse para servir o Homem, porque teria ele nascido há 13,7 mil milhões de anos, se o Homem apareceu apenas há 1,8 milhões?
E para quê um universo tão grande, para uma espécie que apenas sabia, na sua génese, caminhar sobre a Terra?
A Terra e todas as suas criaturas, o Universo e todas as suas criaturas, não existem apenas para satisfazer as necessidades do Homem. Pelo contrário, quanto mais o Homem se sentir parte do Todo, na humildade da sua existência, mais próximo se sentirá do verdadeiro propósito de Viver.
Como irmãos
"Rabi Pinchas perguntou aos seus discípulos como é que se reconhece o momento em que acaba a noite e começa o dia: "É o momento em que há luz suficiente para distinguir um cão de um carneiro?", perguntou um dos discípulos. "Não, respondeu o rabi". "É o momento em que conseguimos distinguir uma tamareira de uma figueira?", perguntou o segundo. "Não, também não é esse momento", replicou o rabi. "Então é, quando chega a manhã?", perguntaram os discípulos. "É no momento em que olhamos para o rosto de qualquer pessoa e a reconhecemos como nosso irmão ou irmã", replicou o rabi Pinchas. E concluiu: "Enquanto não o conseguirmos, continua a ser noite".
In A noite do confessor, Tomas Halik
In A noite do confessor, Tomas Halik
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