08/01/15

Je suis Charlie

É realmente tempo de sair à rua. Parar. Pensar. Olharmo-nos uns aos outros e tentarmos perceber como é possível termos chegado até aqui. Ou nunca termos conseguido libertar o Homem da intolerância, da violência, da barbárie injustificada.
É tempo de sermos e nos sentirmos Humanidade. Não a Maria e o Manel que amanhã vai trabalhar de manhã à noite, indiferente ao que se passa em tantos cantos do mundo onde se morre à fome e à sede, onde se é raptado, violado, torturado, e morto pela mais injustificáveis razões, num mundo que não parece ser o nosso, mas que tantas vezes está na nossa própria esquina. Esse mundo existe e é o nosso. Esses Homens existem e somos todos nós. Uma mesma espécie que precisa de se repensar, de criar novos modelos de sociedade, novas formas de interação, um novo espírito de solidariedade e respeito globais.
Hoje é dia de parar para pensar. Na rua ou nas nossas casas. Nas vítimas de hoje (RIP) e nas vítimas que amanhã existirão em qualquer outra parte do mundo ou esquina do nosso bairro. Gritar dentro de nós um "Basta!". Amanhã será um novo dia e é da nossa responsabilidade (da responsabilidade de cada um de nós, sim) fazer o que estiver ao nosso alcance para transformar este mundo num lugar melhor.
Foto: É realmente tempo de sair à rua. Parar. Pensar. Olharmo-nos uns aos outros e tentarmos perceber como é possível termos chegado até aqui. Ou nunca termos conseguido libertar o Homem da intolerância, da violência, da barbárie injustificada. É tempo de sermos e nos sentirmos Humanidade. Não a Maria e o Manel que amanhã vai trabalhar de manhã à noite, indiferente ao que se passa em tantos cantos do mundo onde se morre à fome e à sede, onde se é raptado, violado, torturado, e morto pela mais injustificáveis razões, num mundo que não parece ser o nosso, mas que tantas vezes está na nossa própria esquina. Esse mundo existe e é o nosso. Esses Homens existem e somos todos nós. Uma mesma espécie que precisa de se repensar, de criar novos modelos de sociedade, novas formas de interação, um novo espírito de solidariedade e respeito globais. Hoje é dia de parar para pensar. Na rua ou nas nossas casas. Nas vítimas de hoje (RIP) e nas vítimas que amanhã existirão em qualquer outra parte do mundo ou esquina do nosso bairro. Gritar dentro de nós um "Basta!". Amanhã será um novo dia e é da nossa responsabilidade (da responsabilidade de cada um de nós, sim) fazer o que estiver ao nosso alcance para transformar este mundo num lugar melhor.

01/01/15

Da aceleração para o Nada

A realidade é um conjunto de informação em movimento.
Sem o natural fluxo de tudo o que existe, nada existiria.


Criados na informação, somos desde sempre seres sedentos de movimento.
E, na atitude de ganância que nos é característica, fomos pouco a pouco imprimimos no mundo a nossa urgência de movimento.
Acelerámos a vida. Acelerámos até o tempo.

E hoje experimentamos a vertiginosa experiência de uma aceleração insuportável.
No movimento, a informação torna-se realidade. Na velocidade excessiva, a informação desaparece. Podemos não ver sequer o seu rasto.
E a Humanidade corre agora o risco de se extinguir pela sua própria aceleração.
Se não travarmos esta corrida - pessoal e global - voltaremos a não ser nada. Ou talvez continuemos a ser informação. Apenas não-visível, como antes.
Quem sabe até, como é suposto ser: Do "nada" viemos, ao "nada" retornamos...


31/12/14

Da Ilusão

- Pede o que quiseres, responder-te-ei nos teus sonhos.

A mensagem foi clara. Fechar os olhos e deixar-me levar. Nem sempre entendendo. Tantas vezes esquecendo. Às vezes, como hoje, percebendo.

- Quero saber o que é a vida.

Pergunta difícil, resposta impossível, pensei. Mas os sonhos levaram-me até ao cenário de uma casa onde um homem e uma mulher discutiam.

- A vida é ilusão. A vida é ilusão.

A imagem congelou. O homem e a mulher foram dela varridos. E, no cenário, um chroma feito de nada onde tudo poderia caber. Todos os cenários, todas as realidades, todas as vivências.


E acordo com a sensação de que a materialização é efetivamente uma ilusão. Uma experiência. Um filme onde fomos feitos personagens, mas personagens capazes de o moldar uma e outra vez, sempre de forma diferente, através das nossas improvisações. Sempre que mudamos, remontamos toda a história. Transformamos toda a teia numa nova teia... de ilusões.

O que é a vida?
Ilusão. Mas uma ilusão que nos permite ser o melhor de nós e fazer o melhor que soubermos pela ilusão de todos.
E um dia, quando a ilusão terminar, não haverá uma história, cenários ou personagens. Não haverá experiências. Somente aquilo que tivermos aprendido com a experiência da Ilusão.

https://www.facebook.com/video.php?v=10152876029376649&set=vb.80664086648&type=2&theater
01/12/14

Existir

E às vezes existir é tão somente isto
O vento na copa das árvores, uma música a tocar
Agora e sempre a possibilidade de todas as coisas
Rir, chorar, ser, experimentar

Escrevo porque gostava de ser e fazer tudo
Vivo porque, não podendo ser e fazer tudo,
posso ainda ser o que sou e fazer o quero.
E não sabendo ainda ao certo se escrevo para ser
Ou se sou para poder escrever
Sinto a brisa a tocar-me
Sinto o toque dessa música a beijar-me
e, sem nada saber ou já querer saber, deixo-me existir.

Sim, existir há-de ser isto.
Usufruir.
28/11/14

No sonho de alguém

Numa hora de sonho viajei, amei, vi acontecimentos extraordinários e vivi experiências inenarráveis. Vivi e morri.

E a pergunta impõe-se: a quantas horas de sonho de alguém, noutra qualquer dimensão, corresponde a minha vida?
25/11/14

Feitos de Nada

O Silêncio tem um som
Assim como um Nada é um Tudo
Incapazes de Ouvir
Somos também incapazes de Ver
E só no Sentir somos Mais Além do que somos
29/10/14

Refundir a moral

Sobre a urgência de refundir a moral...

"Como somos seres sociais, não vivemos mas convivemos, precisamos da colaboração de todos para que o cuidado e a responsabilidade se tornem forças plasmadores do ser humano. Quando nossos ancestrais antropoides iam em busca de alimento, não o comiam logo como fazem, geralmente, os animais. Colhiam-no e o levavam ao grupo e cooperativa e solidariemanete comiam juntos, começando pelos mais jovens e os idosos e em seguida os demais. Foi essa cooperação que nos permitiu dar o salto da animalidade para a humanidade. O que foi verdadeiro ontem, continua sendo verdadeiro também hoje. É o que mais nos falta no mundo que se rege mais pela competição do que pela cooperação. Por isso somos insensíveis face ao sofrimento de milhões e mihões de pessoas e deixamos de cuidar e de nos responsabilizar pelo futuro comum, de nossa espécie e da vida no planeta Terra.
Importa reinventar esse consenso mínimo ao redor desses princípios e valores se quisermos garantir nossa sobrevivência e de nossa civilização."
(Leonardo Boff)

http://leonardoboff.wordpress.com/2014/10/27/a-urgencia-de-refundar-a-etica-e-a-moral/