Podia ser só um pássaro que eu observava da minha janela todos os dias. Um pássaro no céu, como tantos outros. E eu alguém que o olhava de uma janela, como tanta gente.
Mas algo naquele pássaro me cativou. Era um pássaro agitado que batia furiosamente as suas asas. Depois, deixava-se escorregar pelo vento, cansado, para logo voltar ao seu ponto inicial e retomar o bater das asas, sem parar.
“De que lhe servem as asas se não percorre o céu?”, perguntei-me. “Porque se esforça tanto, se não sai do mesmo lugar?”.
Só então percebi porque me cativara aquele pássaro. É que aquele pássaro era eu, esbracejando sem sair da cadeira, indo e regressando aos mesmos erros, arriscando mas temendo, sonhando mas desistindo. O horizonte estava além e eu estava ali. O sol chamava-me todas as manhãs para um abraço fecundo e eu fechava-lhe a cortina.
Levantei-me da cadeira, abri as janelas e gritei-lhe: “Força, Pássaro! Avança sem medo! Tens asas… não desperdices o céu!”
E quase posso jurar que o ouvi gritar-me de volta: “Salta da cadeira, Humana! Vem cá para fora. Tens pernas… não desperdices a vida!”
Da Poesia que somos
À conversa com a minha filha de 5 anos, que olhava fixamente pela janela do carro:
- Eu acho que não quero ser nada...
- Não queres ser nada como? Quando cresceres?
- Não é isso...
- Não querias existir?
- Existir é bom. Mas eu acho que preferia ser vento...
E, como um Nocturno de Chopin, levou-me com ela até à fronteira do ser, onde habita a poesia e a metamorfose dos sonhos. Um dia, seremos também nós poemas sussurrados pelo vento. Assim alguém nos saiba ouvir e nos possa escrever...
- Eu acho que não quero ser nada...
- Não queres ser nada como? Quando cresceres?
- Não é isso...
- Não querias existir?
- Existir é bom. Mas eu acho que preferia ser vento...
E, como um Nocturno de Chopin, levou-me com ela até à fronteira do ser, onde habita a poesia e a metamorfose dos sonhos. Um dia, seremos também nós poemas sussurrados pelo vento. Assim alguém nos saiba ouvir e nos possa escrever...
Terra, Mar, Céu e Fogo
Quando, no aparente caos da natureza, desvendamos um sentido, não há desordem que nos vença nem derrota que nos vergue.
Somos Terra, Mar, Céu e Fogo.
Vibrando, colidindo, mas por isso mesmo existindo.
Somos Terra, Mar, Céu e Fogo.
Vibrando, colidindo, mas por isso mesmo existindo.
Portugal precisa de Cuidadores
Portugal precisa de Cuidadores.
"(...) as crianças sofrem pela ausência dos pais. Assim como há velhos que morrem de solidão…
Portugal precisa de voltar a ter Cuidadores."
http://mariacapaz.pt/cronicas/portugal-precisa-de-cuidadores-por-sara-rodi/
"(...) as crianças sofrem pela ausência dos pais. Assim como há velhos que morrem de solidão…
Portugal precisa de voltar a ter Cuidadores."
http://mariacapaz.pt/cronicas/portugal-precisa-de-cuidadores-por-sara-rodi/
Je suis Charlie
É realmente tempo de sair à rua. Parar. Pensar. Olharmo-nos uns aos outros e tentarmos perceber como é possível termos chegado até aqui. Ou nunca termos conseguido libertar o Homem da intolerância, da violência, da barbárie injustificada.
É tempo de sermos e nos sentirmos Humanidade. Não a Maria e o Manel que amanhã vai trabalhar de manhã à noite, indiferente ao que se passa em tantos cantos do mundo onde se morre à fome e à sede, onde se é raptado, violado, torturado, e morto pela mais injustificáveis razões, num mundo que não parece ser o nosso, mas que tantas vezes está na nossa própria esquina. Esse mundo existe e é o nosso. Esses Homens existem e somos todos nós. Uma mesma espécie que precisa de se repensar, de criar novos modelos de sociedade, novas formas de interação, um novo espírito de solidariedade e respeito globais.
Hoje é dia de parar para pensar. Na rua ou nas nossas casas. Nas vítimas de hoje (RIP) e nas vítimas que amanhã existirão em qualquer outra parte do mundo ou esquina do nosso bairro. Gritar dentro de nós um "Basta!". Amanhã será um novo dia e é da nossa responsabilidade (da responsabilidade de cada um de nós, sim) fazer o que estiver ao nosso alcance para transformar este mundo num lugar melhor.
Foto: É realmente tempo de sair à rua. Parar. Pensar. Olharmo-nos uns aos outros e tentarmos perceber como é possível termos chegado até aqui. Ou nunca termos conseguido libertar o Homem da intolerância, da violência, da barbárie injustificada. É tempo de sermos e nos sentirmos Humanidade. Não a Maria e o Manel que amanhã vai trabalhar de manhã à noite, indiferente ao que se passa em tantos cantos do mundo onde se morre à fome e à sede, onde se é raptado, violado, torturado, e morto pela mais injustificáveis razões, num mundo que não parece ser o nosso, mas que tantas vezes está na nossa própria esquina. Esse mundo existe e é o nosso. Esses Homens existem e somos todos nós. Uma mesma espécie que precisa de se repensar, de criar novos modelos de sociedade, novas formas de interação, um novo espírito de solidariedade e respeito globais. Hoje é dia de parar para pensar. Na rua ou nas nossas casas. Nas vítimas de hoje (RIP) e nas vítimas que amanhã existirão em qualquer outra parte do mundo ou esquina do nosso bairro. Gritar dentro de nós um "Basta!". Amanhã será um novo dia e é da nossa responsabilidade (da responsabilidade de cada um de nós, sim) fazer o que estiver ao nosso alcance para transformar este mundo num lugar melhor.
É tempo de sermos e nos sentirmos Humanidade. Não a Maria e o Manel que amanhã vai trabalhar de manhã à noite, indiferente ao que se passa em tantos cantos do mundo onde se morre à fome e à sede, onde se é raptado, violado, torturado, e morto pela mais injustificáveis razões, num mundo que não parece ser o nosso, mas que tantas vezes está na nossa própria esquina. Esse mundo existe e é o nosso. Esses Homens existem e somos todos nós. Uma mesma espécie que precisa de se repensar, de criar novos modelos de sociedade, novas formas de interação, um novo espírito de solidariedade e respeito globais.
Hoje é dia de parar para pensar. Na rua ou nas nossas casas. Nas vítimas de hoje (RIP) e nas vítimas que amanhã existirão em qualquer outra parte do mundo ou esquina do nosso bairro. Gritar dentro de nós um "Basta!". Amanhã será um novo dia e é da nossa responsabilidade (da responsabilidade de cada um de nós, sim) fazer o que estiver ao nosso alcance para transformar este mundo num lugar melhor.
Foto: É realmente tempo de sair à rua. Parar. Pensar. Olharmo-nos uns aos outros e tentarmos perceber como é possível termos chegado até aqui. Ou nunca termos conseguido libertar o Homem da intolerância, da violência, da barbárie injustificada. É tempo de sermos e nos sentirmos Humanidade. Não a Maria e o Manel que amanhã vai trabalhar de manhã à noite, indiferente ao que se passa em tantos cantos do mundo onde se morre à fome e à sede, onde se é raptado, violado, torturado, e morto pela mais injustificáveis razões, num mundo que não parece ser o nosso, mas que tantas vezes está na nossa própria esquina. Esse mundo existe e é o nosso. Esses Homens existem e somos todos nós. Uma mesma espécie que precisa de se repensar, de criar novos modelos de sociedade, novas formas de interação, um novo espírito de solidariedade e respeito globais. Hoje é dia de parar para pensar. Na rua ou nas nossas casas. Nas vítimas de hoje (RIP) e nas vítimas que amanhã existirão em qualquer outra parte do mundo ou esquina do nosso bairro. Gritar dentro de nós um "Basta!". Amanhã será um novo dia e é da nossa responsabilidade (da responsabilidade de cada um de nós, sim) fazer o que estiver ao nosso alcance para transformar este mundo num lugar melhor.
Da aceleração para o Nada
A realidade é um conjunto de informação em movimento.
Sem o natural fluxo de tudo o que existe, nada existiria.
Criados na informação, somos desde sempre seres sedentos de movimento.
E, na atitude de ganância que nos é característica, fomos pouco a pouco imprimimos no mundo a nossa urgência de movimento.
Acelerámos a vida. Acelerámos até o tempo.
E hoje experimentamos a vertiginosa experiência de uma aceleração insuportável.
No movimento, a informação torna-se realidade. Na velocidade excessiva, a informação desaparece. Podemos não ver sequer o seu rasto.
E a Humanidade corre agora o risco de se extinguir pela sua própria aceleração.
Se não travarmos esta corrida - pessoal e global - voltaremos a não ser nada. Ou talvez continuemos a ser informação. Apenas não-visível, como antes.
Quem sabe até, como é suposto ser: Do "nada" viemos, ao "nada" retornamos...
Sem o natural fluxo de tudo o que existe, nada existiria.
Criados na informação, somos desde sempre seres sedentos de movimento.
E, na atitude de ganância que nos é característica, fomos pouco a pouco imprimimos no mundo a nossa urgência de movimento.
Acelerámos a vida. Acelerámos até o tempo.
E hoje experimentamos a vertiginosa experiência de uma aceleração insuportável.
No movimento, a informação torna-se realidade. Na velocidade excessiva, a informação desaparece. Podemos não ver sequer o seu rasto.
E a Humanidade corre agora o risco de se extinguir pela sua própria aceleração.
Se não travarmos esta corrida - pessoal e global - voltaremos a não ser nada. Ou talvez continuemos a ser informação. Apenas não-visível, como antes.
Quem sabe até, como é suposto ser: Do "nada" viemos, ao "nada" retornamos...
Da Ilusão
- Pede o que quiseres, responder-te-ei nos teus sonhos.
A mensagem foi clara. Fechar os olhos e deixar-me levar. Nem sempre entendendo. Tantas vezes esquecendo. Às vezes, como hoje, percebendo.
- Quero saber o que é a vida.
Pergunta difícil, resposta impossível, pensei. Mas os sonhos levaram-me até ao cenário de uma casa onde um homem e uma mulher discutiam.
- A vida é ilusão. A vida é ilusão.
A imagem congelou. O homem e a mulher foram dela varridos. E, no cenário, um chroma feito de nada onde tudo poderia caber. Todos os cenários, todas as realidades, todas as vivências.
E acordo com a sensação de que a materialização é efetivamente uma ilusão. Uma experiência. Um filme onde fomos feitos personagens, mas personagens capazes de o moldar uma e outra vez, sempre de forma diferente, através das nossas improvisações. Sempre que mudamos, remontamos toda a história. Transformamos toda a teia numa nova teia... de ilusões.
O que é a vida?
Ilusão. Mas uma ilusão que nos permite ser o melhor de nós e fazer o melhor que soubermos pela ilusão de todos.
E um dia, quando a ilusão terminar, não haverá uma história, cenários ou personagens. Não haverá experiências. Somente aquilo que tivermos aprendido com a experiência da Ilusão.
https://www.facebook.com/video.php?v=10152876029376649&set=vb.80664086648&type=2&theater
A mensagem foi clara. Fechar os olhos e deixar-me levar. Nem sempre entendendo. Tantas vezes esquecendo. Às vezes, como hoje, percebendo.
- Quero saber o que é a vida.
Pergunta difícil, resposta impossível, pensei. Mas os sonhos levaram-me até ao cenário de uma casa onde um homem e uma mulher discutiam.
- A vida é ilusão. A vida é ilusão.
A imagem congelou. O homem e a mulher foram dela varridos. E, no cenário, um chroma feito de nada onde tudo poderia caber. Todos os cenários, todas as realidades, todas as vivências.
E acordo com a sensação de que a materialização é efetivamente uma ilusão. Uma experiência. Um filme onde fomos feitos personagens, mas personagens capazes de o moldar uma e outra vez, sempre de forma diferente, através das nossas improvisações. Sempre que mudamos, remontamos toda a história. Transformamos toda a teia numa nova teia... de ilusões.
O que é a vida?
Ilusão. Mas uma ilusão que nos permite ser o melhor de nós e fazer o melhor que soubermos pela ilusão de todos.
E um dia, quando a ilusão terminar, não haverá uma história, cenários ou personagens. Não haverá experiências. Somente aquilo que tivermos aprendido com a experiência da Ilusão.
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