04/10/15

Viagens pela imaginação

Estive no ano passado, a convite da Associação de Pais, na Escola Eb1 nº 2 de Abrantes, para contar aos meninos o que é isso de escrever histórias, e como eram as histórias que eu fazia com a idade deles, em folhas dobradas e agrafadas, para oferecer àqueles de quem eu mais gostava.
Os meninos do 2º ano entusiasmaram-se, a professora apoiou-os, formaram grupos e escolheram o seu talento (imaginação, ilustração, pintura, letra bonita). E o resultado foi este: pequenas-grandes histórias que me deliciaram e que eu espero que sejam as primeiras de muitas que estes meninos vão fazer.
Não sendo tudo o que importa no mundo, acredito realmente que a CRIATIVIDADE é das nossas mais poderosas ferramentas internas, que podemos colocar ao serviço da nossa vida e ao serviço de um mundo ainda com tanto, mas tanto por mudar...


25/09/15

Coisas de Mais Aventuras das Gémeas



A Oficina do Livro desafiou-me a continuar, em Portugal, a coleção "As Gémeas", da Enid Blyton, e o livro está quase, quase, quase a chegar às livrarias!

Gostava muito que lessem e que me enviassem as vossas sugestões, críticas, desenhos, ideias para livros futuros, e tudo o mais que vos apetecer. Publicarei tudinho por aqui!


E para encomendarem online, espreitem AQUI.

Vamos a isto!
Boas leituras...
30/08/15

Somos Todos Seres Humanos

Porque somos todos Humanos...

http://mariacapaz.pt/cronicas/somos-todos-humanos-por-sara-rodi/

"Mas o que podemos fazer? – é outra pergunta que também se ouve, e que me coloco todos os dias. Não somos efetivamente ninguém para resolver os conflitos que estão a originar esta fuga em massa para a Europa. Não somos políticos, não somos ONGs. Individualmente, a maioria de nós é, de facto, impotente. Mas a impotência não se pode traduzir NUNCA em indiferença. Em distanciamento (já para não falar em atitude de superioridade!). É fundamental que sobre esta matéria (como sobre todas as outras que afetam este nosso mundo e as criaturas que nele habitam) nos informemos, partilhemos, sensibilizemos, pressionemos da forma que soubermos e pudermos. E, quando nos for dado contribuir, seja com bens, tempo, pressão, ajuda no terreno (o que for!) o façamos, também, na medida das nossas possibilidades. Termos em nós a disponibilidade possível para sermos uns pelos outros. Hoje nós por eles. Quem sabe um dia eles por nós, se o tabuleiro se inverter, como já tantas vezes a História registou."
25/08/15

Dos filhos

Quando for esse nada que é tudo
E tudo aquilo que hoje me cansa
For inequivocamente inútil, um disparate da existência
Terei eu ainda memória de todos aqueles que amei?
Dos filhos que deram sentido ao meu cansaço? Uma vontade de existir acima do tédio de existir?
Terei eu ainda memória dos seus rostos e das suas mãos pequeninas?
Dos seus dentes sempre a cair?
A pele suave e o cabelo que lhes esfregava?
O riso fácil? Os olhinhos doces?

Não exijo saber quantos filhos tive, como nasceram, que nomes lhes dei
Só não queria esquecer o seu olhar
E o amor. Ah, o amor que lhes tenho!
Dessa espécie de amor que nos faz vontade de recriar o tempo e o espaço só para viver outra vez.

E talvez nasçamos e morramos por isso mesmo…
Deus quer fazer-nos melhores.
Nós, apenas reencontrar aqueles que nos fazem desejar ser mortais
Só pelo medo de a eternidade os apagar em nós…

Sawabona

Somos muito mais do que os nossos erros.
Infelizmente, nos dias que correm, são muitas vezes eles que nos definem. Nem sempre temos quem nos rodeie e nos relembre que, para além deles, somos um mundo infinito de virtudes e potencialidades. Quando assim é, devemos ser nós a olhar-nos ao espelho e pensarmos para nós que um erro é sempre uma aprendizagem. Que é importante entender que errámos, perceber como podemos evitar os mesmos erros. Mas depois, e sempre, seguir em frente com tudo o que aprendemos.

"
SAWABONA!!!

Há uma "tribo" africana que tem um costume muito bonito.
Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.

A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom. Cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade. Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros.
A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.
Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: "Eu sou bom".

Sawabona Shikoba!
SAWABONA, é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer:
"Eu te respeito, eu te valorizo. Você é importante pra mim"

Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA,que é:
"Então, eu existo pra você".
"

23/07/15

Dos livros nas prateleiras

Surpreendem-nos nas livrarias como alguém com quem nos cruzámos na vida e nos marcou.
Alguém que ainda nos faz corar de alegria arrebatadora, reviver pedaços de vida em que fomos um só.
Sabemos que nada do que ali está é já nosso (pertence agora a todos que o quiserem) mas sabemos também que levará sempre consigo um bocadinho de nós.
E desejamos baixinho: "Que o tratem bem, por favor..."

30/04/15

Da arte e da Saudade

A arte não nos rouba a saudade, mas materializa-a, e a materialização é sempre uma forma (a forma humana) de eternização.

Neste mundo em que nada é eterno, acredito a arte é a eternidade possível...

Ao Francisco e ao seu irmão Manuel Guerra, o meu OBRIGADA!