"A plataforma estava cheia de gente, e muito mais gente chegava. Enlameada, suja até à cintura de uma pasta nauseabunda que tinha tomado conta do planeta. Pais carregavam os filhos, mulheres e homens sem esperança, perguntavam-me como livrar-se da porcaria. O mundo estava impestado e era impossível limpá-lo.
Olhei à minha volta, atordoado. A plataforma enchia-se, à espera de uma carruagem que eu sabia que não podia levá-los. Só quem estivesse limpo poderia entrar. E os olhos dos homens, mulheres e crianças comprimiam-me o que de humano havia em mim A parte de mim que apetecia sujar-se também, para estar agora ao lado de todos aqueles que agora choravam. Mas eu escutara aquela voz. Eu fora um dos escolhidos. A carruagem surgiria e eu entraria nela para me juntar aos restantes. Enquanto todos aqueles homens, mulheres e crianças, presos na imundice do mundo, não conseguiriam mover-se. O mundo limpava-se através da sujidade..."
Muito para além da densidade
O que antes era liberdade, transformou-se em densidade. Foi assim no universo, foi assim na Terra, é assim no interior do Homem.
O colapso é necessário. Mas não necessariamente devastador, assim saibamos descobrir-nos fora da matéria.
Fora do corpo, independentemente do planeta, para além do universo.
O colapso é necessário. Mas não necessariamente devastador, assim saibamos descobrir-nos fora da matéria.
Fora do corpo, independentemente do planeta, para além do universo.
Viagens pela imaginação
Estive no ano passado, a convite da Associação de Pais, na Escola Eb1 nº 2 de Abrantes, para contar aos meninos o que é isso de escrever histórias, e como eram as histórias que eu fazia com a idade deles, em folhas dobradas e agrafadas, para oferecer àqueles de quem eu mais gostava.
Os meninos do 2º ano entusiasmaram-se, a professora apoiou-os, formaram grupos e escolheram o seu talento (imaginação, ilustração, pintura, letra bonita). E o resultado foi este: pequenas-grandes histórias que me deliciaram e que eu espero que sejam as primeiras de muitas que estes meninos vão fazer.
Não sendo tudo o que importa no mundo, acredito realmente que a CRIATIVIDADE é das nossas mais poderosas ferramentas internas, que podemos colocar ao serviço da nossa vida e ao serviço de um mundo ainda com tanto, mas tanto por mudar...
Os meninos do 2º ano entusiasmaram-se, a professora apoiou-os, formaram grupos e escolheram o seu talento (imaginação, ilustração, pintura, letra bonita). E o resultado foi este: pequenas-grandes histórias que me deliciaram e que eu espero que sejam as primeiras de muitas que estes meninos vão fazer.
Não sendo tudo o que importa no mundo, acredito realmente que a CRIATIVIDADE é das nossas mais poderosas ferramentas internas, que podemos colocar ao serviço da nossa vida e ao serviço de um mundo ainda com tanto, mas tanto por mudar...
Coisas de Mais Aventuras das Gémeas
A Oficina do Livro desafiou-me a continuar, em Portugal, a coleção "As Gémeas", da Enid Blyton, e o livro está quase, quase, quase a chegar às livrarias!
Gostava muito que lessem e que me enviassem as vossas sugestões, críticas, desenhos, ideias para livros futuros, e tudo o mais que vos apetecer. Publicarei tudinho por aqui!
E para encomendarem online, espreitem AQUI.
Vamos a isto!
Boas leituras...
Somos Todos Seres Humanos
Porque somos todos Humanos...
http://mariacapaz.pt/cronicas/somos-todos-humanos-por-sara-rodi/
"Mas o que podemos fazer? – é outra pergunta que também se ouve, e que me coloco todos os dias. Não somos efetivamente ninguém para resolver os conflitos que estão a originar esta fuga em massa para a Europa. Não somos políticos, não somos ONGs. Individualmente, a maioria de nós é, de facto, impotente. Mas a impotência não se pode traduzir NUNCA em indiferença. Em distanciamento (já para não falar em atitude de superioridade!). É fundamental que sobre esta matéria (como sobre todas as outras que afetam este nosso mundo e as criaturas que nele habitam) nos informemos, partilhemos, sensibilizemos, pressionemos da forma que soubermos e pudermos. E, quando nos for dado contribuir, seja com bens, tempo, pressão, ajuda no terreno (o que for!) o façamos, também, na medida das nossas possibilidades. Termos em nós a disponibilidade possível para sermos uns pelos outros. Hoje nós por eles. Quem sabe um dia eles por nós, se o tabuleiro se inverter, como já tantas vezes a História registou."
http://mariacapaz.pt/cronicas/somos-todos-humanos-por-sara-rodi/
"Mas o que podemos fazer? – é outra pergunta que também se ouve, e que me coloco todos os dias. Não somos efetivamente ninguém para resolver os conflitos que estão a originar esta fuga em massa para a Europa. Não somos políticos, não somos ONGs. Individualmente, a maioria de nós é, de facto, impotente. Mas a impotência não se pode traduzir NUNCA em indiferença. Em distanciamento (já para não falar em atitude de superioridade!). É fundamental que sobre esta matéria (como sobre todas as outras que afetam este nosso mundo e as criaturas que nele habitam) nos informemos, partilhemos, sensibilizemos, pressionemos da forma que soubermos e pudermos. E, quando nos for dado contribuir, seja com bens, tempo, pressão, ajuda no terreno (o que for!) o façamos, também, na medida das nossas possibilidades. Termos em nós a disponibilidade possível para sermos uns pelos outros. Hoje nós por eles. Quem sabe um dia eles por nós, se o tabuleiro se inverter, como já tantas vezes a História registou."
Dos filhos
Quando for esse nada que é tudo
E tudo aquilo que hoje me cansa
For inequivocamente inútil, um disparate da existência
Terei eu ainda memória de todos aqueles que amei?
Dos filhos que deram sentido ao meu cansaço? Uma vontade de existir acima do tédio de existir?
Terei eu ainda memória dos seus rostos e das suas mãos pequeninas?
Dos seus dentes sempre a cair?
A pele suave e o cabelo que lhes esfregava?
O riso fácil? Os olhinhos doces?
Não exijo saber quantos filhos tive, como nasceram, que nomes lhes dei
Só não queria esquecer o seu olhar
E o amor. Ah, o amor que lhes tenho!
Dessa espécie de amor que nos faz vontade de recriar o tempo e o espaço só para viver outra vez.
E talvez nasçamos e morramos por isso mesmo…
Deus quer fazer-nos melhores.
Nós, apenas reencontrar aqueles que nos fazem desejar ser mortais
Só pelo medo de a eternidade os apagar em nós…
E tudo aquilo que hoje me cansa
For inequivocamente inútil, um disparate da existência
Terei eu ainda memória de todos aqueles que amei?
Dos filhos que deram sentido ao meu cansaço? Uma vontade de existir acima do tédio de existir?
Terei eu ainda memória dos seus rostos e das suas mãos pequeninas?
Dos seus dentes sempre a cair?
A pele suave e o cabelo que lhes esfregava?
O riso fácil? Os olhinhos doces?
Não exijo saber quantos filhos tive, como nasceram, que nomes lhes dei
Só não queria esquecer o seu olhar
E o amor. Ah, o amor que lhes tenho!
Dessa espécie de amor que nos faz vontade de recriar o tempo e o espaço só para viver outra vez.
E talvez nasçamos e morramos por isso mesmo…
Deus quer fazer-nos melhores.
Nós, apenas reencontrar aqueles que nos fazem desejar ser mortais
Só pelo medo de a eternidade os apagar em nós…
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