Na direita tenho uma mão
Que aperta as mãos de toda a boa gente
À esquerda uma outra mão
Que segura alguém numa dança envolvente
Nos extremos, a ponta dos dedos
Apontam o arco-íris a quem for descrente
E ao centro, tenho-me a mim
Aquela que ama, que sonha, que sente.
Aquela que idealiza um mundo
Sem jogos de poder, arrogância, cinismo
Onde todos dão o melhor de si
Porque acreditam, sem oportunismo
Um mundo de liberdade,
Responsabilidade e civismo
Onde um regime, a vigorar
Seria um só... o Humanismo.
Limpeza
"A plataforma estava cheia de gente, e muito mais gente chegava. Enlameada, suja até à cintura de uma pasta nauseabunda que tinha tomado conta do planeta. Pais carregavam os filhos, mulheres e homens sem esperança, perguntavam-me como livrar-se da porcaria. O mundo estava impestado e era impossível limpá-lo.
Olhei à minha volta, atordoado. A plataforma enchia-se, à espera de uma carruagem que eu sabia que não podia levá-los. Só quem estivesse limpo poderia entrar. E os olhos dos homens, mulheres e crianças comprimiam-me o que de humano havia em mim A parte de mim que apetecia sujar-se também, para estar agora ao lado de todos aqueles que agora choravam. Mas eu escutara aquela voz. Eu fora um dos escolhidos. A carruagem surgiria e eu entraria nela para me juntar aos restantes. Enquanto todos aqueles homens, mulheres e crianças, presos na imundice do mundo, não conseguiriam mover-se. O mundo limpava-se através da sujidade..."
Olhei à minha volta, atordoado. A plataforma enchia-se, à espera de uma carruagem que eu sabia que não podia levá-los. Só quem estivesse limpo poderia entrar. E os olhos dos homens, mulheres e crianças comprimiam-me o que de humano havia em mim A parte de mim que apetecia sujar-se também, para estar agora ao lado de todos aqueles que agora choravam. Mas eu escutara aquela voz. Eu fora um dos escolhidos. A carruagem surgiria e eu entraria nela para me juntar aos restantes. Enquanto todos aqueles homens, mulheres e crianças, presos na imundice do mundo, não conseguiriam mover-se. O mundo limpava-se através da sujidade..."
Muito para além da densidade
O que antes era liberdade, transformou-se em densidade. Foi assim no universo, foi assim na Terra, é assim no interior do Homem.
O colapso é necessário. Mas não necessariamente devastador, assim saibamos descobrir-nos fora da matéria.
Fora do corpo, independentemente do planeta, para além do universo.
O colapso é necessário. Mas não necessariamente devastador, assim saibamos descobrir-nos fora da matéria.
Fora do corpo, independentemente do planeta, para além do universo.
Viagens pela imaginação
Estive no ano passado, a convite da Associação de Pais, na Escola Eb1 nº 2 de Abrantes, para contar aos meninos o que é isso de escrever histórias, e como eram as histórias que eu fazia com a idade deles, em folhas dobradas e agrafadas, para oferecer àqueles de quem eu mais gostava.
Os meninos do 2º ano entusiasmaram-se, a professora apoiou-os, formaram grupos e escolheram o seu talento (imaginação, ilustração, pintura, letra bonita). E o resultado foi este: pequenas-grandes histórias que me deliciaram e que eu espero que sejam as primeiras de muitas que estes meninos vão fazer.
Não sendo tudo o que importa no mundo, acredito realmente que a CRIATIVIDADE é das nossas mais poderosas ferramentas internas, que podemos colocar ao serviço da nossa vida e ao serviço de um mundo ainda com tanto, mas tanto por mudar...
Os meninos do 2º ano entusiasmaram-se, a professora apoiou-os, formaram grupos e escolheram o seu talento (imaginação, ilustração, pintura, letra bonita). E o resultado foi este: pequenas-grandes histórias que me deliciaram e que eu espero que sejam as primeiras de muitas que estes meninos vão fazer.
Não sendo tudo o que importa no mundo, acredito realmente que a CRIATIVIDADE é das nossas mais poderosas ferramentas internas, que podemos colocar ao serviço da nossa vida e ao serviço de um mundo ainda com tanto, mas tanto por mudar...
Coisas de Mais Aventuras das Gémeas
A Oficina do Livro desafiou-me a continuar, em Portugal, a coleção "As Gémeas", da Enid Blyton, e o livro está quase, quase, quase a chegar às livrarias!
Gostava muito que lessem e que me enviassem as vossas sugestões, críticas, desenhos, ideias para livros futuros, e tudo o mais que vos apetecer. Publicarei tudinho por aqui!
E para encomendarem online, espreitem AQUI.
Vamos a isto!
Boas leituras...
Somos Todos Seres Humanos
Porque somos todos Humanos...
http://mariacapaz.pt/cronicas/somos-todos-humanos-por-sara-rodi/
"Mas o que podemos fazer? – é outra pergunta que também se ouve, e que me coloco todos os dias. Não somos efetivamente ninguém para resolver os conflitos que estão a originar esta fuga em massa para a Europa. Não somos políticos, não somos ONGs. Individualmente, a maioria de nós é, de facto, impotente. Mas a impotência não se pode traduzir NUNCA em indiferença. Em distanciamento (já para não falar em atitude de superioridade!). É fundamental que sobre esta matéria (como sobre todas as outras que afetam este nosso mundo e as criaturas que nele habitam) nos informemos, partilhemos, sensibilizemos, pressionemos da forma que soubermos e pudermos. E, quando nos for dado contribuir, seja com bens, tempo, pressão, ajuda no terreno (o que for!) o façamos, também, na medida das nossas possibilidades. Termos em nós a disponibilidade possível para sermos uns pelos outros. Hoje nós por eles. Quem sabe um dia eles por nós, se o tabuleiro se inverter, como já tantas vezes a História registou."
http://mariacapaz.pt/cronicas/somos-todos-humanos-por-sara-rodi/
"Mas o que podemos fazer? – é outra pergunta que também se ouve, e que me coloco todos os dias. Não somos efetivamente ninguém para resolver os conflitos que estão a originar esta fuga em massa para a Europa. Não somos políticos, não somos ONGs. Individualmente, a maioria de nós é, de facto, impotente. Mas a impotência não se pode traduzir NUNCA em indiferença. Em distanciamento (já para não falar em atitude de superioridade!). É fundamental que sobre esta matéria (como sobre todas as outras que afetam este nosso mundo e as criaturas que nele habitam) nos informemos, partilhemos, sensibilizemos, pressionemos da forma que soubermos e pudermos. E, quando nos for dado contribuir, seja com bens, tempo, pressão, ajuda no terreno (o que for!) o façamos, também, na medida das nossas possibilidades. Termos em nós a disponibilidade possível para sermos uns pelos outros. Hoje nós por eles. Quem sabe um dia eles por nós, se o tabuleiro se inverter, como já tantas vezes a História registou."
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