Da nossa História
A História não se escreve
A História não está escrita
A História reescreve-se
Dentro de uma História que tem de ser cumprida
Como um rio ao qual destruímos a água
Comprimimos as margens
O curso tentamos mudar
Que sempre ele seguirá para o mar...
Como o sangue que em nós podemos estragar
Entupir artérias
Torná-lo fluido, espesso
Que sempre ele correrá em nós, com teimoso apreço...
Até que o rio será do mar
Até que, na morte, o sangue irá secar
Porque tudo nasce e tudo morre nesta vida
Esse é o movimento que ninguém pode travar
Está escrito e há um traçado a cumprir
Caminhos por onde teremos de passar
Mas tudo o mais é nosso,
é nossa a responsabilidade
Da qualidade do que fazemos à forma como nos purificamos,
Daí advém a nossa força e a nossa dignidade
A História não está escrita
A História reescreve-se
Dentro de uma História que tem de ser cumprida
Como um rio ao qual destruímos a água
Comprimimos as margens
O curso tentamos mudar
Que sempre ele seguirá para o mar...
Como o sangue que em nós podemos estragar
Entupir artérias
Torná-lo fluido, espesso
Que sempre ele correrá em nós, com teimoso apreço...
Até que o rio será do mar
Até que, na morte, o sangue irá secar
Porque tudo nasce e tudo morre nesta vida
Esse é o movimento que ninguém pode travar
Está escrito e há um traçado a cumprir
Caminhos por onde teremos de passar
Mas tudo o mais é nosso,
é nossa a responsabilidade
Da qualidade do que fazemos à forma como nos purificamos,
Daí advém a nossa força e a nossa dignidade
Do tempo que virá
E o tempo virá
Quando o 17 se cumprir
Em que liderar não será opor
Liderar não será lutar
Liderar não será conduzir
Liderar será somente e poderosamente inspirar.
Amar.
Então, toda a tua humildade se transformará na tua força.
E do teu coração, pulsando no teu corpo que dança ao amanhecer,
Sairá todo o Amor que o mundo precisará para vencer.
Amen
Quando o 17 se cumprir
Em que liderar não será opor
Liderar não será lutar
Liderar não será conduzir
Liderar será somente e poderosamente inspirar.
Amar.
Então, toda a tua humildade se transformará na tua força.
E do teu coração, pulsando no teu corpo que dança ao amanhecer,
Sairá todo o Amor que o mundo precisará para vencer.
Amen
Universo
Quando o pintei, aos 18 anos, chamei-lhe "Deus".
Aos 24 voltei a olhá-lo e chamei-lhe "Eus".
Hoje, depois de tudo o que descobri, dentro e fora de mim, chamo-lhe simplesmente (ou magnificamente) "Universo"...
Ao João
Somos criaturas do tempo
Medimo-lo: os anos, os meses, os dias, os minutos e os segundos
para que, perdidos, nos situemos
para que, esvaídos de sentido, ao tempo nos agarremos
ou simplesmente para que a nossa história tenha um princípio, um meio e um fim.
Um cedo, um tarde e um por fim.
E neste tempo inventado por mim
(porque experimento a ilusão da matéria,
que nasce, que cresce, que morre por fim)
não compreendo, como todos, o cedo
temo o tarde
e desejo um tempo em que tudo seja no tempo certo para mim.
Mas o tempo não existe
(como não existe o espaço)
Existe a aprendizagem, a experiência e a passagem
E por mais que a matéria, na sua ilusão efémera
nos rompa o peito de saudade do que já não existe
nos prenda às memórias retidas pelos sentidos do que já não tem forma
não existe um antes, um agora e um depois em tudo aquilo que importa
Existem aqueles que ganhamos
Nunca aqueles que perdemos
Porque nada se perde
Senão no tempo e no espaço que não existe fora daquilo a que, ilusoriamente, chamamos existência.
E todos aqueles que perdi
Sei hoje que os ganhei
Que eles me ganharam a mim
Que ganhámos tudo o que vivemos juntos
Neste tempo e neste espaço
E que, mesmo sendo a vida uma ilusão,
Nada do que nela vivemos foi em vão...
Medimo-lo: os anos, os meses, os dias, os minutos e os segundos
para que, perdidos, nos situemos
para que, esvaídos de sentido, ao tempo nos agarremos
ou simplesmente para que a nossa história tenha um princípio, um meio e um fim.
Um cedo, um tarde e um por fim.
E neste tempo inventado por mim
(porque experimento a ilusão da matéria,
que nasce, que cresce, que morre por fim)
não compreendo, como todos, o cedo
temo o tarde
e desejo um tempo em que tudo seja no tempo certo para mim.
Mas o tempo não existe
(como não existe o espaço)
Existe a aprendizagem, a experiência e a passagem
E por mais que a matéria, na sua ilusão efémera
nos rompa o peito de saudade do que já não existe
nos prenda às memórias retidas pelos sentidos do que já não tem forma
não existe um antes, um agora e um depois em tudo aquilo que importa
Existem aqueles que ganhamos
Nunca aqueles que perdemos
Porque nada se perde
Senão no tempo e no espaço que não existe fora daquilo a que, ilusoriamente, chamamos existência.
E todos aqueles que perdi
Sei hoje que os ganhei
Que eles me ganharam a mim
Que ganhámos tudo o que vivemos juntos
Neste tempo e neste espaço
E que, mesmo sendo a vida uma ilusão,
Nada do que nela vivemos foi em vão...
O meu regime
Na direita tenho uma mão
Que aperta as mãos de toda a boa gente
À esquerda uma outra mão
Que segura alguém numa dança envolvente
Nos extremos, a ponta dos dedos
Apontam o arco-íris a quem for descrente
E ao centro, tenho-me a mim
Aquela que ama, que sonha, que sente.
Aquela que idealiza um mundo
Sem jogos de poder, arrogância, cinismo
Onde todos dão o melhor de si
Porque acreditam, sem oportunismo
Um mundo de liberdade,
Responsabilidade e civismo
Onde um regime, a vigorar
Seria um só... o Humanismo.
Que aperta as mãos de toda a boa gente
À esquerda uma outra mão
Que segura alguém numa dança envolvente
Nos extremos, a ponta dos dedos
Apontam o arco-íris a quem for descrente
E ao centro, tenho-me a mim
Aquela que ama, que sonha, que sente.
Aquela que idealiza um mundo
Sem jogos de poder, arrogância, cinismo
Onde todos dão o melhor de si
Porque acreditam, sem oportunismo
Um mundo de liberdade,
Responsabilidade e civismo
Onde um regime, a vigorar
Seria um só... o Humanismo.
Limpeza
"A plataforma estava cheia de gente, e muito mais gente chegava. Enlameada, suja até à cintura de uma pasta nauseabunda que tinha tomado conta do planeta. Pais carregavam os filhos, mulheres e homens sem esperança, perguntavam-me como livrar-se da porcaria. O mundo estava impestado e era impossível limpá-lo.
Olhei à minha volta, atordoado. A plataforma enchia-se, à espera de uma carruagem que eu sabia que não podia levá-los. Só quem estivesse limpo poderia entrar. E os olhos dos homens, mulheres e crianças comprimiam-me o que de humano havia em mim A parte de mim que apetecia sujar-se também, para estar agora ao lado de todos aqueles que agora choravam. Mas eu escutara aquela voz. Eu fora um dos escolhidos. A carruagem surgiria e eu entraria nela para me juntar aos restantes. Enquanto todos aqueles homens, mulheres e crianças, presos na imundice do mundo, não conseguiriam mover-se. O mundo limpava-se através da sujidade..."
Olhei à minha volta, atordoado. A plataforma enchia-se, à espera de uma carruagem que eu sabia que não podia levá-los. Só quem estivesse limpo poderia entrar. E os olhos dos homens, mulheres e crianças comprimiam-me o que de humano havia em mim A parte de mim que apetecia sujar-se também, para estar agora ao lado de todos aqueles que agora choravam. Mas eu escutara aquela voz. Eu fora um dos escolhidos. A carruagem surgiria e eu entraria nela para me juntar aos restantes. Enquanto todos aqueles homens, mulheres e crianças, presos na imundice do mundo, não conseguiriam mover-se. O mundo limpava-se através da sujidade..."
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